sexta-feira, 25 de julho de 2014

Sindicato denunciará Santander Brasil na Espanha por 'gestão temerária'

Zabalza, presidente do banco espanhol, dirigiu Divisão América da instituição antes de assumir comando no país
"Banco enviou carta a clientes condicionando ganhos em investimentos a queda de Dilma em pesquisas. Para entidade, gesto é parte de um conjunto de medidas que comprometem desempenho da instituição

Paulo Donizetti de Souza, RBA

O Sindicato dos Bancários de São Paulo fará reclamação formal ao presidente mundial do banco Santander, Emilio Botín, contra a gestão do presidente da instituição espanhola no Brasil, Jésus Zabalza. De acordo com a diretora-executiva da entidade Rita Berlofa, a “atuação alarmista” do banco em pleno ambiente eleitoral brasileiro não é um caso isolado, mas parte de um conjunto de práticas que permite classificar a gestão do Santander no país de “temerária”.

A dirigente refere-se ao comunicado enviado pelo banco a clientes de renda alta, em que afirma haver “pessimismo e falta de confiança crescente”, mas que se a presidenta Dilma Rousseff “se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir... revertendo parte das altas (financeiras) recentes (obtidas por investidores)”.

Rita considera o gesto do banco “irresponsável” para com a economia brasileira. “Uma instituição desse porte não pode, ainda que tenha preferência eleitoral, praticar especulação, agredir a imagem do país e pôr em dúvida a nossa estabilidade. Vivemos situação de crescimento tímido por conta de um cenário mundial complicado, mas sustentável, com inflação controlada, juros estáveis e crescimento de empregos e renda”, diz. “Um grande banco que está aqui há 14 anos, ao apostar contra o país onde obtém um quarto de seu lucro mundial revela-se, ele sim, um perigo para seus acionistas”, critica a sindicalista, que pondera, no entanto, não se surpreender.

Segundo a dirigente, a chegada de Zabalza ao comando do banco no Brasil, em maio do ano passado, foi cercada de incertezas. “Desde lá, vem fazendo política esquisita de redução de despesas, incluindo desde o corte de gastos com água e cafezinho, passando por redução de pessoal de limpeza até o corte de trabalhadores responsáveis por atendimento e negócios, piorando drasticamente o ambiente interno de pressões e condições de trabalho e repercutindo de maneira visível na qualidade de atendimento. Simplesmente falta gente em todas as áreas”, enumera.

A determinação na “austeridade”, segundo Rita, culminou com a redução de 4.800 postos de trabalho e no fechamento de 150 agências no ano passado. “Em contrapartida, aumentou a bonificação de altos executivos em mais de 38%.”

Em junho, o Santander liderou o ranking das instituições financeiras com maior número de reclamações em levantamento do Banco Central. Foi o quinto mês em 2014, dos seis mensurados, em que a marca esteve no topo das queixa dos usuários. 

Integrante da Comissão de Empresa dos empregados do Santander, Rita revela que a conduta do banco no Brasil tem sido objeto de preocupação nos países em que a instituição atua no continente. E que Jesús Zabalza é conhecido de representantes sindicais de Argentina, Chile, México, Peru, Porto Rico e do Uruguai, países componentes da Divisão América do banco, da qual o executivo foi diretor-geral antes de assumir a presidência da unidade brasileira. “Tenho participado de muitas reuniões com sindicalistas desses países e todos demonstram preocupação com eventuais impactos da política de Zabalza nas relações de trabalho e no próprio desempenho global do Santander. Vamos encaminhar formalmente um documento ao presidente mundial do banco, Emilio Botín, expressando nossas preocupações.”

A repercussão na imprensa e nas redes sociais levou o banco a soltar comunicado em sua página na internet. “O Santander vem a público esclarecer que o texto enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18% de nossa base (…) não reflete de forma alguma o posicionamento da instituição”, diz a nota.

Para a diretora do sindicato, o desmentido oficial do banco dificilmente irá minimizar o que pode ser um “tiro no pé” do ponto de vista dos supostos objetivos políticos da carta enviada aos correntistas: “As pessoas mais críticas poderão interpretar que, se um banco como esse é contra a presidenta Dilma, é ele, e não ela, o problema do Brasil”, ironiza."


Folha tenta se livrar do exu da extrema-direita

PAU NA MOLEIRA
A Folha de S.Paulo iniciou uma fritura interna para se livrar de Reinaldo Azevedo, o exu de extrema-direita que ela importou do terreiro da Veja. Mal vê a hora de se livrar de um estorvo que, pelo perfil antipetista, foi incorporado ao jornal como colunista.

Típico tiro no pé da velha mídia. Junto com ele, Azevedo levou para a Folha todo tipo de demente que o segue na internet, de sequelados do Clube Militar a neonazistas de Higienópolis e do Leblon.

Daí o artigo, também na Folha, de Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, uma porrada muitíssimo bem dada, que fez o Tio Rei, claro, surtar. E, com ele, seus seguidores hidrófobos.
Hoje, como era de se esperar, Azevedo esticou as correntes e arreganhou os dentes.

Veio com uma "Resposta a Guilherme Boulos, o vigarista delirante que, atendendo às ordens de seu partido, quer me eliminar do debate. E, claro, ele avança no antissemitismo também!".

O texto, uma saraivada de impropérios e clichês roubados de velhas cartilhas da Escola Superior de Guerra, serve para corroborar, com imensa precisão, tudo o que Boulos escreveu no artigo sobre a direita delirante do Brasil.

De cegos e de anões

http://www.maurosantayana.com/2014/07/de-cegos-e-de-anoes.html

 

Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.
O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.
Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: como ve usted, compañero... con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiro, mil veces, ser enano...
Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático".
Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.
O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.
O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.
Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.
O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.
No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.
Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.
Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção — e sem problemas — com todos os membros da ONU.


O complexo de vira-lata do jn

Boicote ao Santander. Faz 'panfletagem' política anti-Dilma nos extratos.


Jornal GGN - O Banco Santander enviou neste mês de julho aos seus clientes de alta renda um texto afirmando que o eventual sucesso eleitoral da presidente Dilma Rousseff "deve piorar a economia brasileira".

A análise foi impressa na última página do extrato dos clientes na categoria “Select”, com renda mensal superior a R$ 10 mil - e considerados os chamados "premium". Ainda de acordo com o "comunicado" da instituição bancária, caso Dilma melhorar nas pesquisas de intenção de voto, os juros e o dólar vão subir e a Bolsa, cair.

O texto vem sob o título “Você e seu dinheiro” e orienta os clientes do Santander: um cenário eleitoral favorável à petista reverterá “parte das altas recentes” na Bolsa.


Boicote ao Santander.

Quem ainda tem conta, ou poupança, ou empréstimos, ou cartão no Banco Santander?

Sugiro trocar de banco imediatamente. Se tem conta salário ou financiamento é só fazer portabilidade. Não é tão difícil, é só procurar a Caixa ou o Banco do Brasil.

É questão até de sobrevivência, de preservar nossos próprios empregos, salários, as aposentarias, as vendas de quem tem negócios, as oportunidades de estudar e cuidar da saúde para quem precisa da rede pública. Se nada disso o atingir, pelo menos por solidariedade à massa do povo que tem todas estas coisas a perder.

O banco usou extratos para clientes de renda acima de R$ 10 mil para disseminar críticas à Dilma e fazer proselitismo político de uma política econômica negativa ao interesse nacional e gananciosa para o mercado.

Sinceramente, o cenário apontado pelo Santander acho completamente falso, a não ser no curtíssimo prazo de dois meses quanto os tubarões da Bolsa de Valores vão jantar o dinheiro das sardinhas que acreditam no que eles dizem. É como na eleição de 2002 que esses mesmos diretores de bancos inventaram o lulômetro, dizendo que a eleição de Lula prejudicava a economia. Lula foi eleito e nunca o Brasil cresceu tanto. Aliás se Serra tivesse ganho as eleições em 2010, quantas vezes já teríamos quebrado? Teria a crise grega, a crise portuguesa, a crise espanhola, etc. Haja FMI e, claro, sacrifício no lombo do povo e exigindo privatizar a Petrobras e tudo o que existe de patrimônio público brasileiro a preço de banana.

O cenário econômico que me preocuparia muito seria se Aécio Neves ou Eduardo Campos se elegessem, com as medidas chamadas pró-mercado e anti-emprego que pretendem tomar.

Primeiro porque arrocho salarial e desemprego reduziria o mercado interno levando toda a economia para o buraco, inclusive com falência de empresas por falta de clientes com dinheiro no bolso, como ocorria no tempo de FHC.

Segundo porque os demotucanos querem colocar o Brasil de novo de joelhos diante dos Estados Unidos e Europa, em vez de explorarem as oportunidades que se abrem no mundo com os BRICs e com o G-20. O retrocesso demotucano faria do Brasil o que fizeram com a Grécia, e com o próprio Brasil na época do governo FHC.

Terceiro porque o plano demotucano é fazer um tarifaço na energia elétrica, no gás de cozinha, na gasolina e no diesel para dar mais lucros aos acionistas das estatais na Bolsa de Valores, mas tudo isso arrasa todo o resto do setor produtivo. O preço da energia elétrica e de combustíveis é insumo para todo o setor produtivo, até de adubos para a agricultura, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros.

Quarto porque o povo não iria admitir passivamente se sacrificar com desemprego e arrocho para contentar a ganância do Banco Santander e Itaú e de empresários inescrupulosos e sem-noção de limites e de responsabilidade. A maioria silenciosa dos trabalhadores brasileiros que não participou de protestos e greves iria aderir em massa, criando um ambiente muito ruim para economia, e que os demotucanos só sabem tentar resolver com a repressão em vez de diálogo, o que agravaria mais ainda as coisas.

Quinto porque os demotucanos querem cortar verbas sociais, sucatear a educação e a saúde pública exatamente como fizeram no governo FHC sob a desculpa de cortar gastos públicos. Mas isso interrompe todo o esforço para elevar de patamar a qualificação e a renda do trabalhador brasileiro, sobretudo os mais jovens, e transformar o Brasil em país desenvolvido.

Sexto porque os demotucanos querem concentrar renda de novo na mão dos 1% mais ricos (os donos da Santander tão dentro), enquanto os 99% ficam para trás, mais pobres, exatamente como ocorreu no governo FHC.

Sétimo porque os demotucanos querem fazer com o Banco do Brasil, com a Caixa, com o BNB o mesmo que fizeram com o Banespa: entregaram o ouro para o Santander.

Oitavo porque vão detonar a Petrobras, entregando o pré-sal para petroleiras estrangeiras e privatizando em fatias a Petrobrás.

Nono porque vão reverter o marco regulatório do petróleo ao modelo vendilhão da pátria do governo FHC. Isso tiraria o dinheiro do pré-sal que vai para educação nos próximos anos, desviando para pagar dividendos na Bolsa Valores. Os donos do Santander se dariam bem e ficariam mais ricos, mas o povo brasileiro ficaria condenado ao subdesenvolvimento.

Décimo porque com a Dilma, o Banco do Brasil e CEF oferecem juros mais baratos do que o Santander, e isso faz o banco espanhol reduzir os lucros. Se os demotucanos fossem eleitos, o BB e a CEF iriam agir como um cartel seguindo a tabela informal do spread de juros imposta pela Febraban (Federação de Bancos), como era no tempo do FHC.

Poderia enumerar mais uma penca de motivos, mas paro por aqui porque dez já é mais do que suficiente.

O Banco Santander mostrou que tem seus candidatos que são dóceis a seus interesses: Aécio e Eduardo Campos. E mostrou que não mede esforços para fazer campanha contra Dilma, porque ela joga duro com os bancos em defesa do interesse da maioria do povo brasileiro.

Cada um escolha o seu lado que acha bom para si. Quem se sente como os banqueiros do Santander que mantenha suas contas, financiamentos e cartões lá.

Quem se indigna com essa conspiração da ganância e sente oprimido por estes banqueiros gananciosos não titubeie: mude de banco. Boicote o Santander e o Itaúúú. Mude de preferência para um banco público, como o BB, CEF, BNB.

Não fortaleça quem quer dar golpe eleitoral nas urnas e tomar colocar as raposas tomando conta do galinheiro no Banco Central, nos US$ 370 bilhões de reservas, no caixa do INSS, do FGTS, da Petrobras, e de meter a mão em nosso bolso, através de arrochos e tarifaços.
Em tempo: não espere pela Justiça Eleitoral agir, porque o banco vai dizer que é "apenas análise econômica", e sabemos que contra Dilma a "justiça" não costuma ver nada demais. É cada um que precisa boicotar diretamente o banco. Mesmo quem não tem dinheiro aplicado pelo menos não sustente o banco com as tarifas bancárias que ele cobra.

Folha desmente Merval e diz que tio de Aécio levou vantagem com aeroporto.

http://goo.gl/UJ74D5    X    http://goo.gl/yVAaFH
Ontem, Merval Pereira, na rádio CBN, sem apurar os fatos, saiu em socorro de Aécio Neves (PSDB) propagando que a família do tucano não teria levado vantagem com aeroporto na fazenda que que era do tio.

O argumento de Merval não tem pé nem cabeça. O próprio proprietário rural Aécio Neves leva vantagem tendo um aeroporto a 6 km de distância de sua fazenda. Isto valoriza as terras. A fazenda do tio, vizinha ao aeroporto também é valorizada. O blog Tijolaço mostrou que o valor previsto da desapropriação, que está em litígio, custará aos cofres públicos de Minas cerca de R$ 4,5 milhões, e não o R$ 1 milhão inicial, como disse Aécio.

Hoje até o jornal Folha de São Paulo desmentiu a versão oficial tucana propagada por Merval.

O jornal diz a desapropriação, ao que tudo indica, resolveu um problema do tio-avô de Aécio, ajudando a quitar uma dívida com os cofres públicos, decorrente de uma maracutaia em família no passado.

O tio-avô Múcio Tolentino era prefeito da cidade em 1983. Seu cunhado Tancredo Neves (avô de Aécio) era governador e liberou verba estadual para construir uma pista de pouso de terra batida na cidade. Múcio construiu em sua fazenda particular. O Ministério Público moveu ação de improbidade administrativa para reaver o dinheiro público usado para fazer benfeitorias em propriedade privada.

Em 2008 quando o governo Aécio fez a desapropriação, ajudou a desatar os nós. O tio-avô, em vez de ter de pagar aos cofres públicos, receberia a indenização, teria dinheiro para quitar a devolução e ficaria com o troco.

Lulilma explodem

Desemprego desaba. Chora, Arminio, chora !​
De Kelson Frost, no Face do C Af

O Conversa Afiada reproduz do Muda Mais:

Brasil continua subindo no IDH



Foi divulgada nesta quinta-feira (24) mais uma edição do Relatório de Desenvovimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A boa notícia é que o Brasil continua subindo no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). O país chega ao 79° lugar com um índice de 0,744 e passa a média da América do Latina (0,74) e do mundo (0,702).

O Índice de Desenvolvimento Humano é composto por três elementos: saúde, educação e renda. Na saúde, mede-se o índice de longevidade; na educação, são levados em consideração a média de anos de educação de adultos e a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar; e , no que tange à renda, mede-se a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita. O Brasil está entre as nações com elevado desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 1, mais elevado é o IDH.

Além do aumento do IDH e da elevação do posicionamento no ranking global, o índice de pobreza caiu 22,5% em seis anos. O número de brasileiros com privação de bens caiu de 4% para 3,1% e a proporção de pessoas em situação de pobreza severa passou de 0,7% para 0,5%. Esse quadro coloca o Brasil como um dos países que mais diminuiu o déficit de IDH no mundo, com uma média de crescimento superior à da América Latina, por exemplo. Não há dúvidas que esse é o reflexo da profunda transformação pela qual o país vem passando nos últimos 12 anos de governo de Lula e Dilma.

Em entrevista coletiva, Tereza Campelo (ministra do desenvolvimento sociaol e combate à fome) e Artur Chioro (ministro da saúde) ressaltaram ainda que o crescimento do índice só não foi maior porque os dados considerados pelo PNUD não foram os mais atualizados. De acordo com os dados mais recentes do governo com relação a 2013, o índice passaria para 0,764, e estaríamos em 67º lugar no ranking.




Em tempo: Clique aqui para ler “Desemprego diminui mais uma vez”

E aqui para ler “Petrobrax pra quem tem menos de 25 anos”

'DILMÃO' X AÉZINHO - CAMPANHA DE DILMA PELA REELEIÇÃO COMEÇA NO RIO DE JANEIRO E MOVIMENTO ASSUSTA OPOSIÇÃO

A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF TEM O APOIO DOS PREFEITOS DAS PRINCIPAIS CIDADES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.


CONTA AINDA COM O APOIO DOS QUATRO CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO, OU SEJA, VAI TER QUATRO PALANQUES. DILMA DEVE FAZER AINDA UM COMÍCIO NO RIO, CONTANDO EM SEU PALANQUE COM A PRESENÇA DE GAROTINHO, LINDBERGH, CRIVELLA E PEZÃO.  Só mesmo pelo muito que o governo federal fez pelo Estado do Rio de Janeiro, nos governos de LULA e DILMA, para conseguir uma façanha desse porte.

O movimento "AÉZÃO" murchou e já há quem diga que virou "Aézinho".

LEIA O QUE DISSE PEZÃO:
“A senhora é uma das maiores amizades que fiz na vida e nada vai nos separar. Vou pedir votos para agradecer a tudo o que a senhora fez pelo Rio, ajudando a realizar os sonhos deste estado, que só foram possíveis a partir de 2006 com a parceria entre Lula e Cabral”. - O DIA 
E O QUE DISSE DILMA:
“A verdade vai vencer o pessimismo" “Agora eles falam da economia como falavam da Copa. Mas a crise nunca chega. Eles desempregaram 60 milhões e nós empregamos 20 milhões. Enfrentamos a crise sem reduzir empregos, mas reduzindo impostos para gerar empregos”. - O DIA


PICCIANI ESTÁ "P" DA VIDA

BANCO SANTANDER ATACA GOVERNO DILMA E SE INTROMETE NA CAMPANHA POLÍTICA DO BRASIL



BANCO CENTRAL E GOVERNO BRASILEIRO DEVEM ATUAR PARA RESPONDER COM FIRMEZA ESSA INTROMISSÃO INDEVIDA, MAS, FICA A CONSTATAÇÃO: SE A BANCA DA AGIOTAGEM E DA USURA NÃO QUER DILMA, É POR ELA SER A MELHOR OPÇÃO PARA O POVO BRASILEIRO.
CLIQUE NO LINK PARA LER

Em carta anexada ao extrato, banco diz que cenário favorável à petista reverterá 'parte das altas recentes' na Bolsa, informam Fernando Rodrigues e Bruno Lupion


Candidatura Aécio claudicou: o dia em que o tucano gaguejou no JN

 
A candidatura de Aécio claudicou. Tive essa nítida sensação na noite da última segunda-feira, 21.07, quando vi, na TV, o candidato gaguejar feio no Jornal Nacional no instante em que era indagado, em meio a um evento de campanha, cercado por correligionários, sobre o caso do "aeroporto" construído em terras desapropriadas de um seu tio-avô, no tempo que ainda era governador de Minas.
Foi constrangedor. Embaraçoso. Vergonhoso. Apesar de estar ali cercado por correligionários, alguns destes por sinal velhas raposas da política mineira, Aécio parecia um infante abandonado. O sorriso amarelou, o rosto empalideceu, os gestos eram como os de um afogado. A sombra do seu avô, já falecido, não poderia lhe acolher naquele momento de apuro. FHC também não estava ali, para lhe dizer o que falar ou como proceder — tampouco o “amigo” José Serra.
Repito, para aqueles que ainda não atentaram para a gravidade do episódio: Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, gaguejou, em close up, em rede nacional, no horário nobre da TV, diante de milhões de telespectadores!
E por que teria gaguejado o candidato Aécio? Porque a denúncia era verdadeira e ele se sentiu impactado, embaraçado, quando colocado contra a parede? Ou apenas porque é ainda um candidato “verde”, sem o couro curtido ou o dorso felpudo das velhas raposas? Por que gaguejou Aécio Neves? Engasgado pela culpa?
O fato é que Aécio demonstrou, indubitavelmente, incapacidade de assimilar, impávido, com galhardia, o primeiro golpe que levou — isso, note bem, no primeiro round de uma disputa para a Presidência que anuncia-se longa e renhida.
Sempre achei Aécio um candidato fraco, inepto. E apesar de ser essa apenas uma opinião, pessoal e intransferível, talvez eu já não esteja tão sozinho assim com relação a essa minha primeira avaliação. Muito provavelmente, alguns tucanos já devem estar se questionando a essa altura, em suas reflexões mais íntimas, se escolheram de fato o homem certo para disputar a Presidência da República contra o PT.
A denúncia é grave e pode estar a nos gritar que Aécio, apesar de “verde”, digamos assim, age como se para lá de “maduro” estivesse — “maduro”, no sentido corrompido do termo, ao governar com práticas e modos anacrônicos, dos velhos coronéis. Pois, ao que indica a denúncia, se confirmada/comprovada, Aécio cometeu o velho pecado do patrimonialismo, do clientelismo. O de se utilizar da máquina e dos recursos públicos para fins privados.
O governo de Minas Gerais teria desapropriado parte de uma fazenda pertencente a um parente do então governador para ali fazer um simulacro de aeroporto — está mais para uma pista de pouso — e assim facilitar-lhe a vida e os negócios, seus e de seus parentes.
O candidato pode estar demonstrando nesse episódio, sejamos honestos, ser um político ainda sem o estofo necessário para disputar uma eleição para a Presidência, mas... Foi o escolhido pelo PSDB. E, como diziam os antigos: quem pariu Mateus que o embale.
No que interessa à sociedade, ao espírito republicano e à legalidade dos fatos, a questão será avaliada pelo Ministério Público que deverá investigar e decidir se o Aécio governador, ao desapropriar terras no pequeno município de Cláudio para a construção de um “aeroporto”, estava pensando e agindo de acordo com os interesses de Minas — ou dos seus próprios e da sua família. E, mais ainda, por fim, se os recursos dispendidos pelo Estado foram bem utilizados a serviço da coisa pública.

Lula Miranda
No 247


Aécio censura web. Imagina isso na presidência...


















O discurso udenista de Aécio fica nu na praça


Fernando Brito, Tijolaço  

 "A nova matéria da Folha sobre as trampolinagens com dinheiro público do candidato tucano - embora seja incompleta porque  este blog já mostrou aqui que o Governo de Minas prevê, no Orçamento, a possibilidade de pagar mais R$ 3,5 milhões ao tio de Aécio pelo terreno do aeroporto – tem mais significado pelo que representa politicamente do que pela denúncia, em si.

Está claro que o jornal está publicando “aos poucos”  cada detalhe sórdido de um dos negócios do baronato Neves que, na internet, já estão bem mais expostos.

O asfaltamento aeroporto de Montezuma, cidadezinha de sete mil habitantes onde Aécio tem negócios, por exemplo, sai hoje discretamente em O Globo, três dias depois de revelado neste Tijolaço.

E ainda sem uma palavra sobre o estranhíssimo usucapião de 950 hectares de terras públicas (o que é vedado pela Constituição – obtidos pelo pai de Aécio e agora herdados por ele e sua irmã, confirmado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, numa decisão por 5 a 4 e contra o voto do relator.

Como também ainda não se falou sobre o inacreditável preço da obra,  muito mais cara que qualquer outra assemelhada, com valores suficientes para construir um aeroporto comercial de pequeno porte.

Cede ou tarde, pelo jornais ou pelas novas possibilidades de comunicação que temos hoje, todos estes fatos chegarão ao conhecimento geral.
E o que fará Aécio Neves, cujo único programa de campanha é o udenismo moralista que apregoa?

Não é possível saber o que motivou a matéria da Folha.

Supor que é obra de Serra é possível e compatível com o ódio do tucano paulista, mas é também um suicídio coletivo.

O fato é que Aécio, que já não decolava nas pesquisas, teve as asas severamente cortadas.

Daqui a pouco aparece quem usava a pista, a de terra e a asfaltada.
Já há, sem trocadilho, uma pista: o video que mostra a decolagem,ainda no cascalho, do Cesna prefixo PT-IRO, da Wanmix, empresa de Daniel Wandeley, doadora de campanha do PSDB, do PSB e do PV, e que forneceu o concreto para a construção da Cidade Administrativa Tancredo Neves, a maior obra do Governo Aécio.

O silêncio sobre Minas foi rompido.

O silêncio, agora, é de Aécio."

O papel-higiênico do jornal

Manifestação pediu a liberdade dos manifestantes presos no Rio
'O Globo associa deputados do Psol e PC do B a atos violentos praticados por manifestantes e não ouve o chamado 'outro lado". Jean Wyllys (Psol-RJ) responde 

Jean Wyllys, CartaCapital

Eu tenho amigos trabalhando em O Globo. Estes sabem que os respeito e sabem que sei distingui-los do jornal em que ralam. Em outras palavras, eles sabem que eu sei separá-los do desejo editorial da empresa e dos interesses de seus patrões (trabalhei anos num jornal de direita e me lembro do quanto nos constrangia as imposições dos donos dos jornais e seus títeres na redação). Logo, meus amigos que trabalham em O Globo não tomarão este comentário como algo pessoal.


Embora o conteúdo de nossa reclamação ao CNJ (em razão da violação dos direitos dos manifestantes a um julgamento justo e a ampla defesa no tempo das garantias jurídicas perpetrada pelo governo do Rio de Janeiro com apoio de um juiz e de um promotor) seja evidente; embora o conteúdo da reclamação, por si só, deixe claro, para qualquer pessoa minimamente inteligente, que nossa intenção não é defender violência nem depredações praticadas por manifestantes, mas, sim, defender os princípios do Estado Democrático de Direito; e embora nós tenhamos publicado em El País e em nossas redes sociais - já que O Globo não abriu qualquer espaço para nos ouvir - uma nota esclarecendo DIDATICAMENTE (como se explica a uma pessoa com problemas de cognição) qual o objetivo de nossa reclamação, o editorial de hoje de O Globo volta a fazer as ilações desonestas que as "reportagens" do Fantástico e dos telejornais da TV Globo já haviam feito, no sentido de nos associar (nós os parlamentares do PSOL mais a deputada federal Jandira Feghali) a atos violentos praticados por manifestantes.


Há duas hipóteses para essa atitude de O Globo. A primeira é a de que o editor (aquele que dá a linha "editorial" à cobertura e assina o texto do editorial propriamente dito) é uma pessoa que sofre de problemas cognitivos e, por isso, não consegue ler e entender mais que fachada de loja. Esta hipótese, eu descarto. A segunda hipótese é a de que O Globo está dando seqüência ao que sabe fazer bem quando quer: tentar destruir reputações de pessoas que contrariam seus interesses, intoxicando seus leitores com deturpações e ilações canhestras e desonestas intelectualmente.


Ora, não estamos esquecidos da pesada e assustadora campanha difamatória empreendida por O Globo contra Marcelo Freixo, buscando associá-lo, de maneira desonesta e forçosa, baseada em disse-me-disse, à morte do cinegrafista Santiago Andrade. Dessa campanha difamatória, que só encontrou paralelo na edição fraudulenta do debate entre Collor e Lula feita pelo Jornal Nacional em 1989, com o intuito de derrubar o candidato petista, dessa campanha, O Globo saiu desmoralizado pela hastag #LigacaoComFreixo.

E não estamos esquecidos do tratamento que O Globo (e os telejornais da TV Globo) deram às manifestações populares de junho do ano passado - criminalizando-as e justificando a desmedida violência da polícia contra elas - antes de tentar tirar proveito político das mesmas contra o governo Dilma.

Há outros exemplos do comportamento anti-ético por parte de O Globo e dos telejornais da Globo, principalmente em ano eleitoral.


Logo, o editorial de O Globo de hoje cumpre seu gasto papel de difamar quem contraria seus interesses, ao, mais uma vez, deturpar o propósito de nossa reclamação ao CNJ e ignorar que o ministro do STF Marco Aurélio de Mello pensa da mesma forma que nós:


"Não devemos esquecer que a prisão preventiva é sempre uma exceção e não uma regra. Não consigo vislumbrar nessas manifestações, criminosos, pessoas perigosas. Há uma crítica ao que se fez que é primeiro prender para ver o que tem errado. Sem considerar o princípio da culpabilidade. Não vejo porque uma ordem de prisão nesse momento antes de instaurar inquérito. Para mim é extravagante."
 

O Globo também ignorou a nota de respeitados juristas do país, em que estes se posicionam contra a violação do Estado de Direito que as prisões dos manifestantes no Rio de Janeiro - sem o devido processo legal, sem o direito a defesa, sem que provas sejam apresentadas contra os acusados e com abuso de prisões preventivas e temporárias - representam.


Eu construí, nesses quatro anos, um mandato comprometido com a defesa e promoção dos Direitos Humanos e das liberdades individuais. Um mandato respeitado e elogiado inclusive internacionalmente. Conquistei essa posição com trabalho, transparência e coerência, enfrentando, desde o primeiro ano, os ataques e difamações vindos dos fascistas e fundamentalistas religiosos. Sou honesto material e intelectualmente. Esforço-me por resgatar, principalmente junto às novas gerações, o apreço pela política e pelo parlamento.
 
E aí, vem o jornal O Globo e tenta, ao seu bel-prazer e por entender que minha atuação, nesse caso (atuação coerente com minha atuação em outros casos de violação de Direitos Humanos), contraria os seus interesses, destruir minha reputação, associando-me a uma violência que repudio.


O Globo passa sua vida enchendo suas páginas com reclamações sobre a falta de qualidade dos políticos que representam o povo brasileiro, mas, não pensa duas vezes em tentar destruir alguém que tem as qualidades que ele tanto reivindica.


E são curioso os critérios jornalísticos de O Globo (e dos telejornais da Globo), que ignoram solenemente a tortura e o assassinato de um menor por agentes da polícia do Rio, bem como o "grampo" ilegal da polícia em telefones de advogados, para dar prioridade a manifestantes acusados de crimes que ainda não cometeram. Se este é o "papel de um jornal", só pode ser o papel higiênico."