quarta-feira, 30 de julho de 2014

Por que a Globo tornou novela o processo Kafkiano contra ativistas do Rio


Renato Rovai, Blog do Rovai

'Há uma narrativa em curso que vem sendo construída pela TV Globo e que busca catalizar a opinião pública contra um grupo de ativistas que foi acusado de  formação de quadrilha e ação criminosa pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.  A investigação é repleta de inconsistências e de diz-que-diz.  Leva em consideração desde P2 que acha que Bakunin é um black bloc , até acusações de quem declaradamente afirma fazê-lo por vingança.

Mas então por que cargas d´água que a Rede Globo decidiu fazer um novelão usando desde o Jornal Nacional até o Fantástico para contar essa história? Por que de repente aqueles que num primeiro momento eram vilões do Merval, do Jabor e do Willian Wack e depois se tornaram heróis, agora voltaram a ser mais do que vilões, mas criminosos que precisam ser presos e se possíveis amargar longos anos na cadeia. Mesmo sem que haja provas contundentes contra quase todos eles.

Em primeiro lugar, a Globo não perdoa.

Ela percebeu que uma das palavras de ordem mais mobilizadoras das ruas em 2013 foi contra a emissora. E mais do que isso, ficou irritadíssima porque seus repórteres tiveram de sair disfarçados para trabalhar. Quem ousasse ir com microfone da emissora ou qualquer coisa que  identificasse que trabalhava na empresa dos Marinhos, corria riscos. Este blogueiro, ao escrever isso, não está saboreando este tipo de ação. Sempre foi e continuará sendo contra qualquer tipo de violência. É humanista e pacifista e não liga a mínima de ser chamado de babaca por conta disso.

Em segundo lugar, a Globo sabe fazer contas.

A direção da emissora percebeu que criminalizar as Jornadas de Junho  e torná-la em algo historicamente relacionado à esquerda e ao crime pode ser uma boa estratégia eleitoral no curto e no médio prazo. Tanto que depois das matérias da Globo, o PSDB soltou uma nota pedindo a prisão daqueles manifestantes que foram parar em Bangu. Aliás, no mesmo dia em que esse pessoal foi preso, também foram presas pessoas acusadas de atuar contra Aécio na internet. Os mandados de prisão por duas investigações que não tinham nenhuma relação foram expedidos no mesmo dia.

Em terceiro lugar, porque a Globo não tem limites.

Quando se coloca numa batalha, ela só enxerga os objetivos. Não se preocupa com o que terá de fazer para atingi-los. A emissora apoiou incondicionalmente a ditadura militar e não deu um pio enquanto centenas de jovens eram torturados e assassinados. Ela tinha claro que a parceria com aquele regime lhe tornaria um império. Agora, a Globo sentiu que amadurece um projeto de democratização das comunicações e mesmo que ele tenha sido retirado do plano de governo de Dilma que foi ao TSE, o PT e Lula estão convencidos de que é algo urgente. Por isso, a direção da emissora vai apostar tudo em Aécio Neves. Talvez mais do que apostou em outras oportunidades em Serra e Alckmin.

Além disso, ela também percebeu que há riscos de ser derrotada em casa. No no Rio de Janeiro, onde talvez vá se dar a disputa ao governo mais renhida, com quatro candidaturas relativamente embolas e com chances de vitória (Garotinho, Crivella, Pezão e Lindberg), a emissora só tem um candidato em que pode confiar plenamente, Pezão.

Garotinho se comporta como um inimigo da emissora, Crivella é da IURD e por consequência da Record e Lindberg é do PT. A narrativa que criminaliza ativistas no Rio também busca um efeito local. A tentativa é fazer crer que só o atual governo tem condições e pulso para lidar com esse “grupo de vândalos”.

Se para atingir seus objetivos a Globo tiver de fazer essas pessoas apodrecerem na cadeia, não titubeará. E por isso, essa ação contra eles ainda está longe de ser um caso encerrado.

Mais do que isso. Pode ser como o assassinato do príncipe Francisco Ferdinando, do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo. O que parecia algo menor, levou à 1ª Guerra Mundial. Este processo Kafkiano que está sendo contado como uma novela das nove  não é o fim de uma história. Tá mais com cara de ser o começo. Com um governo menos permeável às críticas pela esquerda, isso pode ser a regra e não exceção.

A Globo também sabe disso. E por isso está investindo tanto nesta história." 
 

A decisão absurda de mudar o horário do metrô paulista em dias de jogo para atender a Globo


, Diário do Centro do Mundo 

"A decisão de manter o metrô funcionando até mais tarde em dias de jogo no Itaquerão não é boa para o torcedor, não é boa para o esporte, não é boa para os funcionários, não faz sentido.

Ou melhor, faz sentido para quem manda no futebol e, em certa medida, na cidade: a Globo e, em sua cola, os dirigentes e quem tem medo ou se beneficia do conluio.

A resolução foi tomada numa reunião entre o presidente e o ex-presidente do Corinthians (para que os dois?) e secretários de Geraldo Alckmin. Partidas continuarão acontecendo às 10 da noite, para coincidir com o fim da novela “Império”. A CPTM passará a operar até meia-noite e meia, ao invés de 0h19.

Isso vale também para o Pacaembu, o Palestra Itália, o Morumbi e o Canindé.
(Na quarta passada, corintianos que ficaram até o fim da partida perderam o trem. Os que saíram antes não viram o gol de Renato Augusto contra o Bahia.)

O jornalismo busca-pé


Se é possível definir as características da mídia tradicional do Brasil neste período pós-Copa do Mundo, pode-se dizer que o jornalismo se tornou errático, como um desses rojões de festa junina chamados de busca-pé.

Se o observador atento empilhar as primeiras páginas dos principais diários de circulação nacional e analisar as manchetes e os títulos das reportagens principais, vai concluir que a nossa imprensa anda desorientada.

Trata-se, porém, de uma interpretação equivocada: os jornais apenas parecem não ter um rumo, mas há por trás de cada decisão editorial uma lógica e um objetivo claro.

Infelizmente, para os editores, os fatos de cada dia não pedem licença para acontecer. A sensação de inconstância que pode ser produzida pela leitura dos jornais nasce da determinação dos editores de buscar uma finalidade específica em todos os tipos de evento.

Sem mais disfarces, a imprensa hegemônica no Brasil tem se dedicado a instrumentalizar os acontecimentos com o objetivo de promover uma visão específica de mundo, que é explicitada constantemente nos editoriais e nos principais artigos das editorias de opinião.

Para o leitor constatar esse fenômeno, basta começar a leitura pelos textos opinativos, em vez de priorizar as manchetes: ali vai encontrar uma espécie de guia para interpretar praticamente tudo que um jornal considera essencial em cada dia.

Eventualmente, esse modelo de jornalismo pode produzir contradições, mas quem se importa?

Os editores parecem considerar que o mundo é refundado a cada nova edição e, portanto, o que foi dito hoje pode ser reinterpretado de maneira exatamente oposta amanhã, dependendo de quem é beneficiado ou prejudicado pela notícia.

A informação em si deixa de ser importante: o que vale é convencer o leitor de que a interpretação que o jornal dá aos fatos é a única correta.

Obediência aos dogmas

Essa característica é escancarada no noticiário político, onde as preferências dos jornais se manifestam de maneira mais homogênea e mais explícita. Mas também se pode observar como a opinião pré-existente define a visão sobre os fatos da economia, que por sua vez reflete o viés político a priori.

Nesse círculo onde o valor de cada notícia é condicionado por um conjunto de dogmas que não podem ser questionados, não há possibilidade de se produzir uma visão inovadora do contexto social onde os fatos acontecem. Uma interpretação conservadora sempre se impõe sobre qualquer evento.

Mesmo quando os jornais falam, por exemplo, de inovação, o leitor que está familiarizado com esse tema, que acompanha os debates internacionais sobre o assunto, sente imediatamente o cheiro de mofo das coisas velhas.

No noticiário econômico dos jornais chamados genéricos, há um limite claro para a interpretação dos indicadores, de medidas oficiais e decisões de negócios. Os jornais especializados abordam a conjuntura econômica de maneira mais equilibrada e estimulam a reflexão, ao apresentar detalhes dos fatos específicos de cada setor e das empresas mais destacadas.

Os jornais genéricos criam uma conjuntura econômica de conveniência política, a partir de fatos selecionados arbitrariamente, para produzir o cenário que convém ao seu propósito de determinar a opinião dos eleitores.

Esse raciocínio pode ser aplicado, por exemplo, no caso que envolve uma análise divulgada pelo banco Santander, na qual há uma clara interferência no debate eleitoral. Depois da reação do governo federal, o presidente do banco vem repetindo que se tratou de um equívoco, que o banco não pensa daquela maneira e que os responsáveis teriam sido demitidos sumariamente. O presidente do Santander sabe quanto pode perder ao comprometer publicamente a instituição com um dos lados da política, se esse lado for derrotado nas eleições.

Nesta quarta-feira (30/7), os jornais se dão conta da armadilha que criaram para si mesmos. Juntando lé com cré, no ambiente de baixa densidade reflexiva das redações, chega-se à perigosa conclusão de que o episódio pode colocar em dúvida o acerto de futuras análises feitas pelo mercado, que a imprensa costuma acatar como se fossem manifestações dos deuses.

Então, o busca-pé da imprensa ricocheteia e já busca outra direção.

Luciano Martins Costa
No OI

Dilma Rousseff está #divando na CNI!

Agora, ela fala sobre a ampliação da indústria naval: em 2002, o setor constava com 7 mil empregados. Atualmente, 80 mil empregados produziram 7 plataformas de produção, 2 navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, 10 rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte.

Saiba mais: http://goo.gl/j11LBA

Foto: Dilma Rousseff está #divando na CNI! Agora, ela fala sobre a ampliação da indústria naval: em 2002, o setor constava com 7 mil empregados. Atualmente, 80 mil empregados produziram 7 plataformas de produção, 2 navios petroleiros de grande porte, 21 navios de apoio marítimo, 10 rebocadores portuários e 44 barcaças de transporte.

Saiba mais: http://goo.gl/j11LBA
Links para esta postagem

Do Grupo Beatrice

Política externa e os “anões” da Globo


A famiglia Marinho sempre manteve relações de subserviência diante dos EUA. O livro “A história secreta da Rede Globo”, um clássico do falecido jornalista Daniel Heiz, já provou que a associação ilegal com multinacional estadunidense Time-Life, que originou a tevê do grupo, foi decisiva para a construção do império global - além, óbvio, do escancarado apoio da ditadura militar. Até hoje circulam boatos de que certos “calunistas” da corporação midiática fornecem informações e análises para agentes da diplomacia ianque - alguns até já foram rotulados de espiões da CIA. Com este triste histórico de servilismo, não surpreende o editorial publicado nesta terça-feira (29) pelo O Globo.

Pela enésima vez, o diário ataca o Itamaraty e defende os interesses dos EUA. Desta vez, para proteger seu satélite no Oriente Médio — Israel. Na visão colonizada do jornal, “a política externa é uma das que mais foram alteradas desde que o PT chegou ao Planalto, em janeiro de 2003. Ficou visível que o Itamaraty como instituição deixou de ter peso nas decisões, ao mesmo tempo em que uma visão de mundo condicionada por um nacionalismo de esquerda, antiamericanista, passou a ser preponderante”. Esta orientação “antiamericanista”, segundo o diário, seria a causa do novo “surto de esquerdização da diplomacia”, e visaria unir os petistas “às vésperas da mais árdua batalha eleitoral que o partido enfrentará”.

“O último sintoma do surto foi a decisão do governo Dilma de convocar o embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha, ‘para consultas’, devido ao ‘uso desproporcional da força’ por parte de Israel. Havia formas menos estridentes de comunicar o justificável mal-estar com as mortes de civis em Gaza — mas também sem deixar de registrar a contrariedade com os constantes ataques de foguetes feitos pelo Hamas contra cidades israelenses”. O Globo até critica a resposta “desequilibrada” do porta-voz israelense, que chamou o Brasil de “anão diplomático”. Mas o seu alvo principal é a política externa brasileira e, para isto, o jornal até tenta criar cizânia no interior do governo federal.

“O ministro Luiz Alberto Figueiredo, embaixador de carreira, respondeu dentro dos códigos da atividade, enquanto Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência, militante petista, uma espécie de ministro das Relações Exteriores ‘do B’, manteve o nível do porta-voz israelense, classificando-o de ‘sub do sub do sub do sub do sub’ — copiando o ex-presidente Lula na resposta a um comentário de autoridade americana de que não gostou... O conceito é simples: faz-se tudo aquilo que contraria a política externa americana. Parece birra, mas há quem considere eficaz para conseguir votos”. Haja subserviência e viralatismo diante do Império!


Quem é o líder da corrupção?


Não consta da lista o Aecioporto do Titio!


No CAf

AÉCIO NEVES E MERVAL PEREIRA QUEREM QUE BANCO E CORRETORA POSSAM FAZER PROPAGANDA POLÍTICA !

IMAGINA SE FOSSE O CONTRÁRIO

Imagina se um BANCO tivesse publicado nos extratos que manda para seus 98,2% de clientes, que NÃO são os considerados "SELETOS" que ganham mais de R$ 10 MIL por mês, mensagem alertando para uma, embora pouco provável, vitória de Aécio Neves nas próximas eleições presidenciais, dizendo que isso acarretará AUMENTO ESTÚPIDO DOS JUROS, REDUÇÃO DO CRÉDITO, COM DIFICULDADE DE CONSEGUIR NOVOS EMPRÉSTIMOS OU RENOVAR OS JÁ CONTRATADOS, MAIS UMA ONDA MACIÇA DE DESEMPREGO E ARROCHO DE SALÁRIOS DE TRABALHADORES E APOSENTADOS ?

O que MERVAL e AÉCIO diriam disso ? Eles estariam se posicionando favoravelmente ao suposto direito do BANCO dizer isso, que é, em linhas gerais, o que o "MERCADO" sabe que acontecerá se AÉCIO vencer ?

Ocorre que, nem favoravelmente ou contrariamente a um ou outro candidato, EMPRESAS / INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, podem fazer esse TIPO DE CAMPANHA, visto que, implica em CRIME ELEITORAL.

Assim, causa certo ESPANTO (será que causa ?) que um senador da República candidato a presidente, e um jornalista que lhe apoia, defendam de maneira desavergonhada o que fizeram um Banco, e uma corretara, esta, que especula com AÇÕES e PESQUISAS, para próximas eleições.

O BANCO se retratou, a corretora foi INTIMADA pela Justiça Eleitoral a parar com a propaganda ILEGAL, mas, MERVAL e AÉCIO estão aí, voando e defendendo nas asas da ilegalidade, o que lhes parece ser um fato favorável para a campanha que um faz e o outro apoia.


Aeroportos e colisões tucanas

"Na série de escaramuças que marca o jogo pesado entre Aécio e Serra, a reportagem da Folha sobre o aeroporto em Cláudio pode ter sido um ponto fora da curva. 

Saul Leblon, Carta Maior

Há exatamente quatro anos, em 29 de julho de 2010, o jornal ‘O Globo’ noticiava a evidência de um  racha profundo nas fileiras tucanas, a minar a campanha  do então candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra.

Aspas para o Globo de 29-07-2010:

‘O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, terá uma estrutura independente em Minas Gerais para impulsionar sua campanha no Estado (...). A estratégia foi montada para fazer frente a algumas dificuldades. A decisão foi tomada após descontentamento com o ritmo da campanha no Estado, onde o ex-governador Aécio Neves, que recusou-se  a ocupar a vaga de vice na chapa de Serra, é a principal liderança do PSDB...’

Corta para o coquetel de autógrafos de  Serra, no Rio, na semana passada, dia 23 de julho de 2014, no lançamento de seu livro de memórias, "50 anos Esta Noite".
Aécio Neves não compareceu ao evento, onde Serra comentou  laconicamente o episódio que há dez dias faz sangrar seu velho rival e agora o  candidato do PSDB à presidência.

‘Um programa de construção de aeroportos no interior de repente bate na família. Não quer dizer que houve favorecimento..’ disse olímpico sobre a obra de R$ 14 milhões feita por Aécio na fazenda de um tio,  paga com dinheiro público.  ‘Eu não tenho parentes no interior. Se tivesse, poderia ter acontecido...’, observou  Serra com irônica ambiguidade.

Especulações sobre a origem da denúncia veiculada em 20/07, pela  ‘Folha de SP’,  de notórias afinidades com o serrismo, ganharam lastro extra a partir do editorial  publicado pelo diário da família Frias , no último domingo, 27-07.

O texto com  sugestivo título,  ‘O pouso do tucano’,  desmonta as explicações de Aécio para o escândalo e lança uma comprida sombra sobre o futuro de sua candidatura:

 ‘Mais econômico, na verdade, teria sido não fazer obra nenhuma. A demanda por voos em Cláudio é pequena, e o aeroporto de Divinópolis fica a 50 km de distância. Ainda que todo o processo tenha sido feito de maneira legal, como sustenta Aécio Neves, restará uma pista de pouso conveniente para o tucano e seus parentes, mas de questionável eficiência administrativa. Não é pouca contradição para um candidato que diz apostar na união da ética com a qualidade na gestão pública’.

Mas o principal  subtexto das suspeitas quanto à fonte da denúncia remete ao recheio mineiro da derrota  sofrida por  Serra nas eleições presidenciais de 2010, quando as urnas sepultaram de vez suas pretensões ao cargo máximo da política brasileira.

Numa disputa marcada logo no  início pela colisão frontal com Aécio, que postulava a mesma indicação no PSDB, Serra terminaria abatido fragorosamente pelo ‘poste’,  Dilma Rousseff,  que teve  56,05% dos votos, contra 43,9% do ‘experimente’ ex-governador de São Paulo.

Um tônico inesperado da derrota foi  a desvantagem ampla de Serra nas urnas de Minas Gerais.

No  segundo maior colégio eleitoral do país – de onde Aécio conquistou uma vaga no Senado, arregimentando 7,5  milhões de votos--  Serra obteve um apoio inferior a sua média nacional ( 41,5%).

O de Dilma, ao contrário,  foi sugestivamente superior (58,4%).

Seria um erro atribuir o resultado ao boicote de Aécio, abstraindo assim a tradicional força do PT em Minas Gerais e o prestígio conquistado pelos investimentos do governo Lula (que teve 65% dos votos de Minas em 2006 e 66,5% em 2002) .

A verdade, porém, é que a derrota consagrava um processo de desidratação interna do candidato do PSDB, que remontava à própria  dificuldade inicial de preencher a vaga de vice em sua chapa, reservada até o último minuto como um prêmio de consolação que Aécio rechaçou.

A recusa, mineiramente dissimulada na protocolar promessa de ‘não poupar esforços pelo candidato’, era o troco à forma  como o ex-governador de São Paulo   impusera seu nome ao partido, sem abrir espaço para uma consulta às bases, inédita entre tucanos, reivindicada pelo rival .

A disposição bélica das fileiras serristas de atropelar o adversário mineiro com um misto de fatos consumados e jogo baixo ficaria evidente  logo no início de 2009.

Um artigo  famoso, publicado em fevereiro daquele ano na página 3 do jornal O Estado de S. Paulo,  dava o peso e a medida  do fair play  que ordenaria o confronto a partir de então.

Assinado pelo editorialista do jornal, Mauro Chaves, reconhecidamente ligado aos tucanos, mas sobretudo a Serra, o texto trazia  no  título a octanagem do arsenal disponível,  caso Aécio insistisse em desafiar a vontade ‘bandeirante’.

“Pó, pará, governador?” , diziam as garrafais, num  trocadilho com o suposto uso de droga por parte do político mineiro.

Era o gongo de uma série de rounds subterrâneos.

Eles incluiriam acusações mútuas sobre dossiês mortíferos engatados de um lado e de outro em um embate fraticida que quase paralisaria o PSDB.

Sobre Serra pairavam suspeitas de ter mobilizado  ex-delegados  da polícia federal para municiar o paiol contra Aécio.

A ira do mineiro envolveria garras não menos afiadas.

 Uma delas, Andrea Neves,  cabo-de- guerra do irmão para golpes de bastidores e controle da mídia, estaria associada à contratação de repórteres, antes até, em 2008,  pelo jornal Estado de Minas, para investigar a vida de Serra e de sua família.

Com resultados suculentos, diga-se.

O livro ‘A privataria Tucana’, de Amaury Ribeiro  Jr, seria um subproduto desse mutirão.

O nebuloso episódio de uma reunião  ocorrida em junho de 2010, da qual teriam participado  Amaury, arapongas e Luiz Lanzetta  --membro da pré-campanha de Dilma,  atiçaria as evidência de um tiroteio cerrado nos  bastidores da campanha tucana.

Denunciado por um alcagueta presente, o encontro  teria tratado de  informações comprometedoras envolvendo  lavagem de dinheiro, paraísos fiscais, Verônica Serra (filha do tucano) e a irmã do banqueiro Daniel Dantas, Veronica Dantas.

Na Polícia Federal,  Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil a um despachante paulista para obter as informações sobre os tucanos, entre setembro e outubro de 2009. O jornalista não revelou quem o contratara, nem quem financiou a  investigação,  iniciada como pauta do Estado de Minas.

O fato é que, nesse processo,  a candidatura presidencial de Serra desidratava de dentro para fora do partido. Seu caminho para as urnas lembrava um trem fora dos trilhos, com poucas chances de ser devolvido ao leito original.

Em julho de 2010, a percepção de que estaria sendo cristianizado por fileiras amplas do tucanato era muito forte.

O termo ‘cristianização’ colava em sua trajetória como o bolor  nos  corredores  abafados dos hotéis de estação.

A expressão vem do nome do político mineiro, Cristiano Machado que, a exemplo de Serra, havia imposto sua candidatura ao partido (o PSD) nas eleições presidenciais de 1950.

Cristiano foi abandonado pelos companheiros, que acabaram apoiando Getúlio Vargas.

O termo “cristianização” passou a designar o candidato ‘escondido’ pela sigla, que teme o contágio tóxico que sua impopularidade acarreta às demais candidaturas.
Assim foi com Serra.

Em 2010, a três meses das urnas do 1º turno,  a maior parte do material de campanha de Aécio Neves, candidato ao Senado por MG, e o de Anastásia, seu candidato ao governo do Estado,  omitia a imagem de Serra em santinhos e adesivos.

O alto comando serrista busca desesperadamente formas de fazer com que a campanha demotucana encontrasse motor próprio em MG.

Além de um comitê exclusivo,  os serristas tiveram  que montar  40 subcomitês  distribuídos por todo o estado, na tentativa de algo quixotesca de contornar o boicote silencioso sofrido  no  segundo maior colégio eleitoral do país, por parte de seu ‘aliado’ e líder local, Aécio Neves.

No melancólico reconhecimento da derrota final para Dilma, em 1º de novembro de 2010, Serra diria que o "povo" não quis que sua eleição fosse "agora" e se despediu do eleitor com um "até logo".

No breve discurso ao lado da família, o tucano agradeceu o empenho do partido, festejou a eleição de Alckmin, porém não citou uma única vez o senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves.

A queda de braço não terminaria ali.

Aécio rapidamente ocuparia o vácuo da derrota pavimentando a sua candidatura dentro de um PSDB de joelhos, com o serrismo acuado.

O mineiro aplastou o desafeto em todas as frentes de comando.

Tomou a presidência do partido em primeiro lugar. E negou a Serra até mesmo a direção do medíocre, mas rico, Instituto Teotônio Vilela,  o think  tank  do PSDB.

Humilhado, Serra  engoliu um cargo honorífico no Conselho Político do partido, um enxerto  criado pela Executiva Nacional, mas no qual, ainda assim, seria minoritário.

A partir de então, experimentaria a mesma ração de fatos consumados e menosprezo que dispensara ao oponente  em 2010.

Braço direito de Aécio Neves no Senado, o impoluto Cassio Cunha Lima, distribuía patadas em seu nome dirigidas diretamente ao estômago de Serra.

Em outubro  do ano passado, enquanto Serra se comportava como se ainda pudesse pleitear a  candidatura tucana ao Planalto –ou mudaria para o PPS, sugeriam seus ventríloquos  na mídia--  Cunha lima  desembarcou em São Paulo.

O emissário de Aécio conversou com FHC , Geraldo Alckmin e outros graúdos bicos curtos e  longos.

Não procurou  José Serra. Mas declarou às viúva do ex-governador na mídia :

‘Não vamos mais repercutir o que Serra diz. A imprensa que faça isso. Deixa ele falar, nós vamos ignorar’ (revista Veja; 25/10/2013).

Serra ouviu e registrou em sua volumosa  agenda mental  encapada com  o ditado: ‘a vingança é um prato que se come frio’.

Dois meses depois, 48 horas antes de Aécio lançar sua bisonha ‘cartilha’,  na qual não mencionaria uma única vez o pré-sal nos  12 pontos que comporiam  suas propostas de governo, Serra retirou o prato da geladeira.

E disparou um artigo na ‘Folha de SP’, em 15/12/2013.

O tema: o consumo de drogas.

O primeiro parágrafo: ‘ O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014’.

Desde então, aconselhados por Fernando Henrique e o pelotão dos ‘interesses maiores’, os desafetos  baixaram os punhais. Uma trégua acomodatícia  foi costurada pelos seguidores dos dois lados com a linha grossa da conveniência.

Aécio trouxe o braço direito de Serra, Aloysio Nunes,  para ocupar a vaga de vice em sua chapa. Serra recolheu-se à disputa por uma cadeira no Senado, com a promessa de um ministério, se Aécio for eleito.

As farpas refluíram;  parecia que o PSDB cicatrizaria as  profundas fendas  internas.

Até que no  17 de julho agora, uma quinta-feira, surgiu a notícia da defecção de um serrista graúdo afastado de um cargo de confiança na campanha de  Aécio.
Xico Graziano, conhecido pela mão pesada com que exerce a fidelidade aos próprios interesses, foi defenestrado do pomposo cargo  de ‘chefe da estratégia de redes’ da candidatura Aécio.

Nos bastidores afirma-se que Xico Graziano perdeu o posto  por uma questão prosaica: incompetência.

Seu projeto de site de campanha teria sido  avaliado como um fiasco   pela cúpula da candidatura.

Depois se soube que um  outro  site já estaria pronto e seria lançado em seguida.

Quem supervisionou o trabalho paralelo e empurrou Xico para a ladeira da campanha  foi a irmã do mineiro, Andrea Neves.

Três dias depois do episódio, no domingo, a ‘Folha’ estamparia a  denúncia do aeroporto construído por Aécio na fazenda do ‘tio Múcio’, com gastos de R$ 14 milhões do tesouro de Minas Gerais.

Na série de escaramuças desse histórico pode ser um ponto fora da curva.

Uma desprezível  coincidência.

A ver."

Aécio: “vão demitir muito no Santander”. Senador, eles já fizeram isso e não foi pela Dilma

Autor: Fernando Brito
satader


O Senador Aécio Neves, com sua incrível incapacidade de ir além do furor udenista, vai aos jornais dizer que “vão ter que demitir muita gente” no Santander por conta da  especulação  descarada no mercado financeiro com as dança das pesquisas eleitorais.
Senador, não se preocupe, não vai ter um demitido por isso, porque é o que a cúpula do banco pensa. No máximo, vão achar um para segurar o rojão e ajustam ele em outra instituição amiga. E olhe lá se sequer isso vão fazer.
Porque as desculpas do Santander são mero jogo de cena.
Mas numa coisa o senhor tem razão.
Muita gente é demitida no Santander.
Logo que o Banespa foi comprado por ele, foram milhares.
Todo ano tem uma leva, Aécio. Foram milhares, milhares de trabalhadores que não eram “analistas” regiamente pagos.
Ganhavam uma miséria.
Na véspera do Natal de 2012, quando o banco espanhol demitiu sem justa causa 1.153 funcionários. Não consta que tenha sido por defenderem Lula ou Dilma.
É porque eram descartáveis.
A coisa foi tão feia, seu Aécio, que os bancários ganharam na justiça o direito de chamar o Santander de Satãder.
O relator do processo movido pelo banco contra a Confederação dos Bancários , desembargador Ronei Danielli, achou até que a revolta se justificava “”a partir de um estudo criterioso das manifestações dos entes sindicais (fls. 26-53), é possível aferir que se destinam a protestar contra as demissões em massa promovidas pelo banco em dezembro de 2012, além das condições de trabalho proporcionadas pela empresa”.
- O emprego da imagem do demônio, utilizando a expressão “Satãnder” (fls. 26-27), em alusão ao nome da empresa, não se mostra capaz, ao que tudo indica, de danificar gravemente a imagem da instituição bancária multinacional (…)
A sentença está aqui.
O Santander mundial tem 25% dos seus lucros aqui e só 8% na Espanha.
Parte da história das ligações do banco com a ditadura franquista e com a seita Opus Dei está no video abaixo, em reportagem da Record, provocada por uma reportagem da insuspeitíssima Veja.
Lá na Espanha, o Santander tem saudades do Francisco Franco.
Aqui, do Fernando Henrique.
Está difícil para Aécio dar uma bola dentro.

ASSISTA  AQUI  O VÍDEO SOBRE BANQUEIRO DO SANTANDER
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19518

Veja: um bom começo

Lutar pode ser crime, sim


Janio de Freitas 
Cobrança de devedores

As ameaças dos "ativistas" aos fotógrafos, cinegrafistas e repórteres --"Lutar não é crime / Vocês vão nos pagar"--, berradas em coro dentro do próprio Sindicato dos Jornalistas do Rio, são um equívoco duplo e denunciador de inequívoca obtusidade política. Mas não só.
Lutar pode ser crime, sim, a depender da luta. Lançar um rojão contra um cinegrafista de costas, levando-o à morte, não é lutar. É covardia mortal. Como também é só covardia criminosa, embora, por sorte, não letal, derrubar e ferir um cinegrafista que apenas procurava captar a liberação dos presos por violências apelidadas de "manifestações".
É quase engraçado que os adeptos da violência inútil estejam tomados de ódio aos jornalistas. Tivessem um mínimo de percepção, deveriam exibir-lhes muita gratidão. Na obtusidade da sua ira, ainda não perceberam que devem a jornalistas a sua integridade física, se é que muitos não devem a vida.
Não fossem os cinegrafistas, os fotógrafos e os repórteres que se expõem no testemunho das arruaças, não haveria o clamor das reportagens e artigos que pressionam e convencem os responsáveis pela atividade polícia a conter, desarmar e até sacrificar os métodos e, é preciso dizê-lo, as obrigações repressoras requeridas pela segurança pública.
No Rio e em São Paulo, é muito evidente o esforço das Secretarias de Segurança por uma nova conduta policial, por educar o agente de segurança para os confrontos sem exorbitâncias. Os beneficiários desse avanço não são os jornalistas que os cobraram, inclusive pela exibição de arbitrariedades policiais. São os manifestantes arruaceiros, os grevistas agressivos e os direitos humanos.
Até mamãe Sininho acusa os jornalistas de tornarem "um inferno a vida" da filhota Sininho. Mas não foram os jornalistas que frustraram o plano de incendiar a Câmara Municipal do Rio. Têm dado tratamento até muito camarada às pessoas e investigações das violências passadas e pretendidas. Para percebê-lo, é suficiente imaginar o tratamento aos mesmos fatos e gravações com personagens de outra classe social.
Por falar em gravações: ainda que a polícia tenha "plantado as bombas encontradas", como dizem as defesas, as vozes e diálogos gravados não foram plantados. E também não foram gravados por jornalistas.

Veja quantos furos há nas invenções do Reinaldo Azevedo contra a Dilma


Não adianta se desculpar, a pisada na bola foi feia.
O Reinaldo Azevedo está na carreira errada. Deveria partir para a literatura, criando enredos de ficção ligeiramente inspirados em acontecimentos reais. Tem talento para isso, mas o desperdiça como propagandista da extrema-direta, tentando fazer suas invencionices serem levadas a sério e quase sempre resvalando para o mais absoluto ridículo.

Escrevendo sobre a sabatina presidencial, ele cravou no título que houve "três momentos patéticos" (vide íntegra aqui). Eis o segundo deles, com meus comentários de testemunha ocular da História em vermelho:
"Dilma, sob o codinome Estella, foi a mentora de um roubo milionário. Em julho de 1969, três carros com 11 guerrilheiros da VAR-Palmares estacionam em frente à casa no bairro carioca de Santa Teresa, onde morava um irmão de Ana Capriglioni, notória amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Lá, executando uma operação minuciosamente planejada por 'Estella', que não tomou parte na ação, a VAR-Palmares roubou um cofre de chumbo pesando 300kg, recheado com uma bolada de US$ 2,16 milhões.

Dilma não foi "Mentora" nem "Minuciosa planejadora", pois tal papel coube ao Juarez Guimarães de Brito, o maior planejador de operações deste tipo durante a luta armada. Ele tinha sido o cérebro do grupo tático do Colina e continuou sendo-o depois que o Colina se fundiu à VPR, dando origem a Var-Palmares.
Eis o real "mentor"
Dilma não participou da ação simplesmente porque suas funções na Organização eram políticas, nada tendo a ver com as operações armadas (das quais, por questões de segurança e especialização, desincubuam-se outros militantes, sempre os mesmos), ao contrário do que consta na Ficha Policial fajuta que a extrema-direita disseminou na internet para caracterizar "terrorista/assaltante de bancos".
As fantasias mirabolantes do Reinaldo Azevedo são idênticas às do Ternuma: utilitárias, e não históricas.
"Pouco tempo depois, a VAR-Palmares se desintegra, por desentendimentos entre 'Estella' e Carlos Lamarca. A maior parte do grupo seguiu a agora presidente — na época, Cláudio, seu primeiro marido, partira para Cuba a bordo de um avião sequestrado, e Dilma já se enamorava de Carlos, o gaúcho da VAR-Palmares — com quem veio a se casar e com quem teve Paula, a única filha, hoje juíza do Trabalho em Porto Alegre — de quem se separou já depois da redemocratização.

A Var-Palmares rachou no Congresso de Teresópolis (outubro de  1969) como consequência do descontentamento dos chamados militaristas com o que acreditavam ser um desvio massista dos militantes originários do Colina: não estariam priorizando devidamente a montagem da coluna móvel estratégica nem as ações de propaganda armada nas cidades, por entenderem ser necessária a manutenção de alguns elos com os movimentos operário e estudantil. 
Ou seja, os primeiros tinham em mente uma vanguarda que cumpriria estritamente as ações armadas da resistência, deixando as outras tarefas para outros grupos, enquanto os segundos queriam uma organização que mantivesse algum enraizamento nas massas.  
 Falsificações pululam 
A ideia de desfazer a fusão e recriar a VPR partiu de dois comandantes estaduais de São Paulo, o José Raimundo da Costa e eu, tendo como plataforma teórica um documento-proposta do Ladislau Dowbor intitulado "Teses do Jamil".
No Congresso de Teresópolis, os verdadeiros protagonistas da ruptura foram o Lamarca, pelo lado dos militaristas; e o Carlos Franklin Paixão e o Antônio Roberto Espinosa, pelos massistas. Os três eram comandantes nacionais. O casal Juarez Guimarães e Maria do Carmo Brito, igualmente de primeiro escalão, tentava apaziguar os ânimos e manter a Organização unida. Dilma secundava os líderes massistas e foi nesta condição que contestou em alguns momentos o Lamarca.
No final, a VPR recriada teve a adesão de alguns quadros de origem Colina (como o casal Brito) e na Var-Palmares permaneceram militantes de origem VPR (como o Espinosa). Foi então que se abriram vagas no Comando Nacional da VAR e a Dilma a ele ascendeu.
"Parte do dinheiro — US$ 1 milhão — teria sido doada aos rebeldes argelinos. O resto teria sido usado para financiar a guerrilha. Seja como for, uma das guardiãs da grana era… Dilma! Virá daí a sua fixação por dinheiro em moeda sonante?."
Puro samba do crioulo doido. Tudo leva a crer que Reinaldo Azevedo tenha se lembrado vagamente desta entrevista de Maria do Carmo Brito, publicada em O Estado de S.Paulo.
Tão obcecado estava em atacar Dilma que trocou as bolas, atribuindo-lhe o papel que Maria do Carmo Brito afirma ter desempenhado (há que faça restrições a sua versão), relativo à parte do dinheiro que ficou com a VPR, não à parte da VAR. O Reinaldo Azevedo ouviu o galo cantar, mas não sabe onde...
Finalmente, o US$ 1 milhão não foi doado aos rebeldes argelinos, mas sim colocado sob a guarda deles, para devolução quando fosse necessário.
Resumo da opereta: creio ter escancarado a tendenciosidade e absoluta falta de rigor histórico do Reinaldo Azevedo. Que continue acreditando nele quem quiser... ser manipulado!

Celso Lungaretti
No Náufrago da Utopia

Baton na cueca não tem explicação!

A coligação Muda Brasil, ficou na muda! 
O aeroporto de Cláudio foi feito na gestão do candidato Aécio Neves (PSDB), quando foi governador de Minas, projeto  também é de Aécio, com dinheiro público, porém, restrito, propriedade particular, só para a família...Virou samba!

E, até a Folha, zoa Aécio

Meta de programa mineiro não justificava aeroporto perto da fazenda de Aécio

Pouso forçado

 As metas do programa ProAero não justificavam o uso de verba pública para construir um aeroporto em Cláudio (MG), próximo à fazenda da família do tucano Aécio Neves. O plano do governo de Minas Gerais anunciava como objetivo reduzir a no máximo 80 quilômetros a distância de cada cidade do Estado para uma pista de pouso. Antes da obra, os municípios da região já eram atendidos por outros aeroportos em Divinópolis (MG) e Oliveira (MG), também contemplados no plano.

 Provocação de um aliado de Eduardo Campos (PSB) sobre o aeroporto: “O que chama a atenção não é a construção na terra do tio-avô, é a displicência de ter deixado a chave na mão do parente…”

Programático

 Emidio de Souza, o presidente do PT paulista, brincou ontem com aliados em um evento dos metalúrgicos do ABC: “Descobrimos um trecho do programa de governo de Aécio para aviação: construir o terminal 3 no aeroporto de Cláudio”.

1 Comentários

Do Blog Os Amigos do Presidente Lula