sábado, 30 de agosto de 2014

Marina propõe mudar tudo que está aí, só que não

REQUIÃO: 'VOTAR NA MARINA E ENTREGAR TUDO AO ITAÚ?'

Com propostas contraditórias, a candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, começa a perder apoio de seus admiradores; um deles é o senador Roberto Requião; peemedebista critica amizade da socialista com Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha, e sua proposta de dar autonomia ao Banco Central. "Pra que votar na Marina? Para entregar tudo ao Itaú?"; o senador declarou voto à presidente Dilma Rousseff
30 DE AGOSTO DE 2014 

Paraná 247 - Com discurso e propostas contraditórios, a candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, começa a perder apoio de seus admiradores. Um deles é o senador Roberto Requião.

Em entrevista à OTV neste sábado (30), o peemedebista criticou amizade da socialista com Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha, e sua proposta de dar autonomia ao Banco Central. "Pra que votar na Marina? Para entregar tudo ao Itaú?".

Requião declarou voto à presidente Dilma Rousseff, que tenta se reeleger.
Postado há por
 

Jean Wyllys sobre Marina: “Você não merece a confiança do povo”


Miguel do Rosário, Tijolaço  

 "O texto abaixo, do deputado federal Jean Wyllys, a principal liderança do movimento LGBT no Congresso Nacional, mostra o impacto fulminante do recuo de Marina horas depois de uma manifestação raivosa do Pastor Silas Malafaia no Twitter.

A mudança de postura de Marina foi uma decisão pessoal dela, porque a Igreja da qual ela é militante fiel, tem um posicionamento sectário e ultraconservador sobre casamento gay.

Wyllys foi duro: “Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro! Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas.”

*
Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro!

Por Jean Wyllys, no Facebook.

Em “nota de esclarecimento”, Marina Silva desmente seu próprio programa de governo e afirma que não apoia o casamento civil igualitário, mas uma lei segregacionista de “união civil”. Vocês já imaginaram um candidato presidencial dizendo que é contra o direito dos negros ao casamento civil, mas apoiaria uma “lei de união de negros”? A nova política da Marina é tão velha que lembra os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX.

Contudo, o pior é que ela brincou com as esperanças de milhões de pessoas!

E isso é cruel, Marina!

Bastaram quatro tuites do pastor Malafaia para que, em apenas 24 horas, a candidata se esquecesse dos compromissos de ontem, anunciados em um ato público transmitido por televisão, e desmentisse seu próprio programa de governo, impresso em cores e divulgado pelas redes. Marina também retirou do programa o compromisso com a aprovação da lei João Nery, a elaboração de materiais didáticos sobre diversidade sexual, a criminalização da homofobia e da transfobia e outras propostas. Só deixou frases bonitas, mas deletou todas as propostas realmente importantes. E ela ainda nem se elegeu! O que esperar então dela se eleita presidenta quando a bancada fundamentalista, a bancada ruralista e outros grupos de pressão começarem a condicionar o apoio a seu governo? Tem políticos que renunciam a seus compromissos de campanha e descumprem suas promessas depois de eleitos. Marina já fez isso mais de um mês antes do primeiro turno. Que medo!

Como todos sabem, minha candidata presidencial é Luciana Genro. Ela SEMPRE defendeu todos os direitos da comunidade LGBT e foi a primeira candidata na história do Brasil que teve a coragem de pautar esses temas no debate presidencial da Band. Contudo, ontem, quando consultado pela imprensa, apesar da minha desconfiança com relação à Marina, elogiei o programa apresentado pelo PSB (apenas no que dizia respeito aos direitos da população LGBT, já que discordo profundamente de muitas outras propostas neoliberais e regressivas nele contidas). Fiz isso porque acho que os posicionamentos corretos devem ser reconhecidos, mesmo que provenham de um/a adversário/a.

É com essa autoridade, de quem agiu de boa fé, que agora digo: Marina, você não merece a confiança do povo brasileiro! Você mentiu a todos nós e brincou com a esperança de milhões de pessoas."

Parecer de Janot detona desculpas do “recibos no final”. A lei é clara: recibo tem de ser imediato


30 de agosto de 2014 | 16:56 Autor: Fernando Brito
janto
Embora eu entenda que, hoje, todos estão chocados com a chantagem explícita feita pelo senhor Silas Malafaia, que obrigou a candidata Marina Silva a mudar seu programa de governo um dia depois de divulgado oficialmente, num espetáculo de servilismo e humilhação que jamais pensei em ver em um candidato, penso que há outra questão que compromete já não do ponto de vista moral, mas aos olhos da lei. Refiro-me às desculpas que vem sendo usadas pelo PSB para explicar o avião que empresários teriam “doado” para que ela e Eduardo Campos fizessem campanha.
Embora a fundamentação do Procurador Geral da República esteja calcada nos termos da lei com os quais este blog explicou as ilegalidades da operação, há algo que me passou e que o procurador levanta logo ao início das conclusões de seu parecer, e é de fundamental importância.
É o artigo 10 da Resolução 23.406, do Tribunal Superior Eleitoral:
Art. 10.  Deverá ser emitido recibo eleitoral de toda e qualquer arrecadação de recursos para a campanha eleitoral, financeiros ou estimáveis em dinheiro, inclusive quando se tratar de recursos próprios.
Parágrafo único.  Os recibos eleitorais deverão ser emitidos concomitantemente ao recebimento da doação, ainda que estimável em dinheiro.
Concomitantemente, isto é, no mesmo momento.
É um golpe fatal nas explicações do PSB de que pretendia fazer o recibo “ao final da campanha”.
A menos que use documentos falsificados, isso é incompatível com a versão que o partido sustentou por uma semana, agora substituída pela de “doação” do avião à campanha.
É um escândalo de proporções gigantescas, e não é admissível que esteja sendo tratado com tamanha leniência.
Estamos nos aproximando de revelações terríveis sobre a promiscuidade envolvida na compra deste avião e no forjar de “explicações” sobre isso.
As pessoas honestas e de bem da direção do PSB deixarão de sê-lo se coonestarem esta montagem.
Tornar-se-ão criminosos, mesmo que não tenham participado da atividade ilegal envolvendo a cessão do avião.
É tudo muito grave e podemos estar na iminência de uma situação que será um verdadeiro terremoto eleitoral.
Leiam o parecer do Procurador Janot, postado ontem à noite pelo Miguel do Rosário, e verifiquem a quantidade de infrações à lei que já estão materializadas.

 

Do Blog TIJOLAÇO.

Malafaia aprova recuo de Marina: "melhorou muito"


"Tão impressionante quanto o recuo de Marina Silva em relação a seu compromisso sobre o casamento gay, que estava impresso em seu programa de governo anunciado ontem, foi a forma como tudo aconteceu; neste sábado, o pastor Silas Malafaia postou em seu twitter a seguinte mensagem: "Aguardo até segunda uma posição de Marina. Se isso não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável"; horas depois, ela mudou de posição; agora, no fim do dia, Malafaia posou de vitorioso; "decidimos qualquer eleição"; afinal, quem é o candidato que pretende vestir a faixa presidencial: Marina Silva ou Silas Malafaia?


Brasil 247

A candidata que lidera as simulações de segundo turno é Marina Silva, do PSB, mas há alguém mais forte do que ela na disputa presidencial.
 
Trata-se do pastor evangélico Silas Malafaia, identificado por movimentos sociais como um dos porta-vozes da homofobia no Brasil.

Neste sábado, ele se colocou acima da candidata. Deu a ela um ultimato e venceu. Logo cedo, fez a seguinte ameaça em seu Twitter: "Aguardo até segunda uma posição de Marina. Se isso não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável."

Horas depois, Marina mandou refazer seu programa de governo, que foi distribuído ontem. Ou seja: o programa não durou 24 horas e, dele, foi retirado o compromisso da candidata com o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No fim deste sábado, Malafaia, vitorioso, tripudiou. "Tenho que ser honesto. Melhoraram muito. Ela não fez essa correção por causa das minhas críticas, eu sei que não. Não sou falso humilde nem besta soberbo. Ela fez porque sabe que não pode contrariar o povo evangélico. Até o mais ignorante dos evangélicos sabe o que é um casamento gay", afirmou. Em seguida, emendou: "Decidimos qualquer eleição".

O recuo de Marina foi criticado também pelo jornalista Ricardo Noblat, que postou a seguinte mensagem em seu Twitter: "Pegou mal. Ontem, Marina retificou parte do seu programa de governo sobre energia nuclear. Hoje, sobre LGBT. O que de fato ela pensa?"

As idas e vindas da candidata colocaram duas hashtags entre as mais comentadas no Twitter: #MarinaVoltaAtras e #MarinaIndecisa.

Alguns internautas questionaram: se ela reage assim à pressão de Silas Malafaia, o que faria diante de um pedido de Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters em que Marina justifica seu recuo:
Marina diz que alteração em programa sobre LGBT é para deixar texto “como acordado”

Por Maria Pia Palermo RIO DE JANEIRO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou neste sábado que as alterações realizadas no seu programa de governo no dia seguinte à divulgação foram feitas pela coordenação da campanha para apresentar o texto que foi acordado.
Um dia depois de apresentar o programa de governo na sede do partido, em São Paulo, o PSB divulgou nota de esclarecimento com novo texto no que se refere ao capítulo LGBT e menção ao programa de energia nuclear.
"Porque o texto que foi publicado não era o texto que havia sido acordado. O que fizemos é apenas retornar ao texto da mediação, da mesma forma que aconteceu com a questão nuclear", justificou Marina.
Na nota da campanha de Marina, a mudança foi justificada por uma “falha processual na editoração”.
Marina negou que o programa tenha sido corrigido. "Não foi uma revisão. Na verdade, nós tivemos dois problemas no programa", disse a jornalistas após caminhada na Rocinha, no Rio de Janeiro.
Segundo Marina, no que se refere ao trecho de energia nuclear, era "uma questão que não havia sido acordada com Eduardo". Marina, que era candidata a vice, assumiu a chapa após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo no dia 13. A ex-senadora vinha reiterando que o programa que apresentaria já havia sido revisado com Campos e seria respeitado.
"Na parte do LGBT, a parte que foi para redação foi a parte apresentada pelos movimentos sociais" , disse, acrescentando que todos fizeram propostas e foram contempladas todas as propostas. “O que fizemos é apenas retornar ao texto da mediação."
Evangélica, Marina tem sido questionada sobre suas posições em relação ao aborto e ao casamento entre homossexuais, mas voltou a dizer que defende um Estado laico.
"Estado laico é para defender os interesses de todos, de quem crê e de quem não crê, independentemente da cor, orientação sexual ou religião."
A nova versão do programa de governo da candidata do PSB retira a menção ao programa de energia nuclear como um dos que devem ter sua escala aperfeiçoada e aumentada e que são considerados pela candidata como "fundamentais" e "vitais para a sociedade do futuro.
No capítulo sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), a nova versão do programa marineiro tira do texto original o apoio a projetos de lei e emendas à Constituição que "garantem o direito ao casamento civil igualitário na Constituição e no Código Civil".
Em vez disso, a versão, agora considerada a correta pela campanha de Marina, se compromete a "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo" sem, no entanto, mencionar o apoio à aprovação de leis neste sentido.
Além disso, a nova versão do programa, divulgado na sexta-feira, retira a defesa da aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso que equipara a discriminação por orientação sexual à discriminação por raça e etnia.
O novo texto também deixa de se comprometer com a eliminação de "obstáculos à adoção de crianças por casais homoafetivos" e passa a se comprometer a "adotada, dar tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual".
Por fim, a versão revisada do programa de Marina deixa de se comprometer a "dar efetividade" ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT e passa a falar em "considerar as proposições" do plano na elaboração de políticas para esse segmento da população.
MUITO CHÃO PELA FRENTE
Depois do salto dado nas pesquisas eleitorais nesta semana, Marina foi cautelosa ao comentar uma possível vitória já no dia 4 de outubro e disse que há um longo caminho pela frente.
Marina, que assumiu a candidatura após a morte de Campos, já aparece empatada em primeiro lugar com Dilma Rousseff (PT), derrotando com folga a presidente numa segunda rodada, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira.
Dilma e Marina têm 34 por cento das intenções de voto cada uma no primeiro turno, mais do que o dobro de votos do terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), que aparece com 15 por cento. Num segundo turno, a candidata do PSB venceria com 50 por cento dos votos, contra 40 por cento de Dilma.
"Ainda temos muito chão pela frente, queremos é que esse movimento continue, tenho muita esperança que esse movimento cresça", afirmou a candidata em visita à Rocinha, no Rio de Janeiro.
Marina reafirmou seu discurso de conciliação ao dizer que busca mostrar que é possível unir o Brasil. "Em lugar do embate, o debate; em lugar da separação, a união em torno do Brasil que queremos", disse. E voltou à carga na questão econômica: "Para que nosso país não entre na recessão como começou a entrar, volte a crescer e controle a inflação."
Sobre a estratégia do partido para alcançar uma vitória no primeiro turno, o presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que é aumentar a campanha. "Mais rua, mais rua e mais rua", afirmou à Reuters.
Marina fez caminhada pela Rocinha acompanhada do deputado federal Romário (PSB-RJ), que concorre ao Senado, e do presidente do partido. No Rio o PSB é coligado ao PT, mas Marina já havia decidido que não subiria ao palanque do senador Lindbergh Farias, que concorre ao governo do Estado."
(Reportagem adicional de Eduardo Simões)

Dilma: propostas da Bláblá são demagógicas


Presidenta detona discurso da Bláblá.


Em visita a Jales, no interior paulista, a Presidenta Dilma Rousseff não poupou críticas às propostas dos adversários na corrida presidencial. “Numa democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo”, disse a candidata à reeleição neste sábado (30), em referência ao discurso de Marina Silva, do PSB, de que governará “só com os melhores”.

“Sem ajuda do parlamento, nós não tínhamos aprovado a destinação dos royalties para educação e saúde”, completou Dilma para plateia de prefeitos do Estado.

Ao reforçar o papel da Petrobras no desenvolvimento do país, a Presidenta reprovou os planos dos concorrentes para a empresa. “Tem candidato querendo acabar com a possibilidade de transformar petróleo em educação, que quer diminuir o papel da Petrobras. Quanto significa dos royalties do petróleo para educação e saúde? Mais de R$ 1 trilhão”, lembrou.

Sem citá-lo, Dilma comentou o programa de governo de Marina Silva, que defende mudança na política de crédito. “Querem acabar com o subsídio. O subsídio ajuda as pessoas a comprarem um casa. Não só a Petrobras vai perder importância, como colocaram na pauta a restrição ao BNDES, a Caixa e ao Banco Central”, esclareceu, para continuar: “Se diminuir o crédito do banco público, acaba o Minha Casa Minha Vida. “Então, vocês começam a ver a gravidade das propostas que estão aí. O mais grave é que não vai ter Plano Safra para o agronegócio e nem pra agricultura familiar”.

A Presidenta prosseguiu: “Sem subsídio do governo federal não tem nenhum investimento no desenvolvimento do Brasil”, discursou. “Sabe o que significa essas propostas obscurantistas, aparentemente avançadas? São demagógicas”. E finalizou: “Não há financiamento no Brasil acima de 10 anos sem o governo federal subsidiar. Estou afirmando isso e gostaria que alguém me desmentisse”.



Alisson Matos, editor do Conversa Afiada

O “Morcego Verde”: PSB agora diz que jato era “doação” à campanha do PSB


30 de agosto de 2014 | 09:09 Autor: Fernando Brito
morcego
Mudou tudo.
O jato que servia Eduardo Campos e Marina Silva na campanha e que se acidentou em Santos, dia 13, matando o candidato do PSB não foi mais  ”emprestado de boca” ao ex-candidato, mas “doado” por  três empresários misteriosos.
A versão agora, segundo os coordenadores da campanha de Marina Silva – Márcio França e Válter Feldman – é a de que o aparelho foi “doado” ao PSB pelos dois  empresários que coordenaram o pagamento, o acusado de contrabando Apolo Santana Vieira e o dono de factoring João Carlos  Lyra Pessoa de Mello, além de um tal Eduardo Ventola, aliás Bezerra Leite, tudo através de “laranjas”.
A tal história do “ressarcimento”  foi abandonada.
“”Antes tinha se falado em ressarcimento, mas essa expressão foi abandonada.”, anuncia Feldman à Veja.
O país e a imprensa estão assistindo à uma vexatória montagem de explicações legalmente aceitáveis, ainda que incompatíveis com o mais elementar bom-senso.
Saem notas e pequenas notícias, aqui e ali mas não há uma investigação jornalística digna deste nome e até a ação do Ministério Público se inaugura com duas semanas de atraso, e com previsão de término nas calendas gregas em matéria eleitoral.
E é tão complexo o caso, assim?
Apenas três perguntas derrubam inapelavelmente esta história.
1. Alguém pode “doar” um bem que não é seu, mas objeto de leasing (arrendamento mercantil) à Cessna? Você pode doar o seu automóvel, um golzinho que seja, a alguém sem liquidar ou transferir o leasing que fez lá no banco para comprá-lo?
Não preciso responder, não é?
Se, como foi anunciado, pediu-se a transferência do leasing à Cessna – e isso não foi de boca – que empresas e com que documentação se apresentou o pedido? E se foi “doação pessoal” dos empresários, pediu-se a transferência para eles, pessoas físicas?
Onde está o documento enviado à Cessna?
2. Onde estão os recibos eleitorais e o documento de doação de um bem que há três meses tinha sido entregue a Eduardo Campos? Estão sendo feitos agora? Os empresários se livram das indenizações devidas aos moradores que tiveram suas casas destruídas e o PSB assume as indenizações, com o dinheiro público do Fundo Partidário e dos doadores da nova candidata? Vai aparecer um documento devidamente autenticado, por um cartório de Recife ou, quem sabe, de um município da periferia da cidade?
Documentos desta natureza têm de ser reconhecidos por autenticidade, como é uma transferência de um prosaico automóvel.  Qualquer falsificação disto deixa rastros facilmente identificáveis e não sei se alguém seria tolo de participar de uma montagem deste tipo.
3. Onde estão aos tais “doadores”. Escondidos? Nem sequer uma imagem deles foi publicada até agora, salvo um pequena e antiga foto de Lyra. Apolo Vieira só existe nos processos de contrabando que correm em segredo de Justiça. Será que nenhum jornal os acha  nos seus apartamentos de luxo em Boa Viagem? Porque comprariam um avião de mais de R$ 20 milhões para “dar” a Eduardo Campos? Quem são, onde vivem, o que possuem?
O Cessna Citation XLS matrícula PR-AFA é o “Morcego Verde” destas eleições.
Mas os PC Farias continuam incógnitos.
Nossa imprensa não parece interessada em expô-los à opinião pública.

Do Blog TIJOLAÇO.

Avião que Marina usou teve investimentos de empresas fantasmas

Inquérito da Polícia Federal mostra que até Peixaria falsa foi encontrada como CNPJ que teria transferido dinheiro para adquirir aeronave que matou Eduardo Campos e era usada pela campanha do ex-governador de Pernambuco; Marina Silva usou o avião para ir em Juiz de Fora pela campanha

UESLEI MARCELINO: Foto: Ueslei Marcelino
Foto: Ueslei Marcelino

A campanha de Marina Silva poderá balançar e até ser alvo de processo eleitoral. O avião usado tanto por Eduardo Campos, político falecido em acidente nas últimas semanas, quanto por Marina Silva, que era vice do mesmo e o substituiu na corrida para o Palácio do Planalto, obteve investimento de empresas fantasmas. O caso pode até render um processo eleitoral contra Marina, que quando tiver suas contas de campanha julgadas, poderá sofrer sanções e punições da Justiça Eleitoral. Além disso, o caso pode configurar outros crimes.
Reportagem exibida ontem no Jornal Nacional apontou que a aeronave foi paga por meio de empresas fantasmas. Inquérito da Polícia Federal apurou que o Citation PR-AFA foi objeto de pagamentos de R$ 1,7 milhão à usina AF Andrade por seis CNPJs, em 16 transferências. Entre as empresas havia até uma peixaria falsa, a Geovane Pescados, cuja doação foi de R$ 15,5 mil.
O caso poderá render, também, impugnação da campanha de Marina Silva, que hoje está em segundo lugar em pesquisas divulgadas nas últimas horas.

Marina pede que eleitores saiam de coque e internauta protesta contra despolitização: “Cadê as propostas?”

Política do coque
  O marketing de Marina exagerou na despolitização nas redes sociais. A campanha pediu, no Facebook, que os eleitores publiquem fotos com o cabelo preso em coque para demonstrar apoio à candidata.

E o resto? “O penteado usado por Marina é o look preferido de muita gente”, diz a publicação do comitê. Alguns eleitores reclamaram. “Cadê as propostas?”, questionou a goiana Sara Andrade. A reclamação foi apoiada por outros 200 internautas.(Da coluna Painel da Folha)

4 Comentários

Do Blog Os Amigos do Presidente Lula

Um desastre chamado Marina

Quem é Marina? A candidata que aceita os transgênicos, ou a senadora que queria proibi-los?


"Há uma lenda de que eu sou contra os transgênicos, mas isso não é verdade. Sabe o que eu defendia quando era ministra do Meio Ambiente? Um modelo de coexistência: área de transgênico e área livre de transgênico. Infelizmente, no Congresso Nacional, não passou a proposta do modelo de coexistência”
Marina Silva

O governo de Marina seria o governo dos bancos, o governo do Itaú.


Marina abre o jogo: deixa o pré-sal para os gringos! Energia, só de catavento e espelhinho!


Não foi preciso nem que a diretora da Chevron, Patrícia Pradal, fosse pedir, como fez com José Serra, em 2010.

Marina Silva, espontaneamente, anunciou que vai deixar o petróleo do pré-sal lá embaixo, bem enterradinho, para que, um dia, os gringos venham  tirar.

Seu programa, dizem os jornais, vai tirar a prioridade “da exploração do petróleo da camada do pré-sal na produção de combustíveis”.

Ou seja, deixar por lá mesmo uma quantidade imensa de petróleo, tão grande que faz a Agência Internacional de Energia prever que o crescimento da oferta de petróleo no mundo, nas próximas décadas, virá mais do Brasil do que do Oriente Médio.

Adeus, 75% da renda do petróleo do pré-sal para a educação. Goodbye, 25% para a saúde! Tchau, indústria naval, engenharia nacional e empregos!

Fiquem lá esperando até que os gringos venham te buscar!

O que ela sugere no lugar ma maior reserva de petróleo descoberta no século 21?

Energia eólica e energia solar.

Claro que ninguém é inimigo, muito pelo contrário, do uso da energia dos ventos e do sol para gerar eletricidade, e o Brasil vem avançando muito neste campo.

Só que, com a ciência de almanaque de Marina Silva, deixa-se de lado a sinceridade.

Um  parque eólico  muito  bom — que é caríssimo —  vai gerar perto de 40% de sua capacidade instalada, porque o vento, óbvio, não é constante. Ou seja, para produzir um 1 megawatt é preciso instalar  turbinas capazes de gerar pelo menos 2,5 MW.

O parque eólico de Osório, do Rio Grande do Sul, um dos maiores da América Latina, ocupa com seus cataventos uma área de 130 km², quase tanto quanto a usina de Santo Antonio inundou além da área que já era antes ocupada pela calha do Rio Madeira, para gerar  de meros 51 Mw médios, menos que uma só das 30 turbinas que já operam naquela usina!

E a energia solar?

A maior usina solar do mundo só consegue abastecer — se tiver sol todo o tempo — a cidade de Niterói!

Produz 340 Mw, o que é meio por cento do que o Brasil consome!

Recém inaugurada pela empresa Google, gera menos que 15% da energia gerada por Santo Antônio e para isso transforma 13 km² do deserto de Mojave, na Califórnia, numa fornalha solar. São 3.150 campos de futebol cobertos de espelhos refletindo energia do sol para caldeiras a vapor!

Só para cobrir o crescimento da demanda, precisaríamos fazer umas dez fornalhas gigantes destas por ano!

E, claro, com problemas ambientais, só que trocando a ecologia do bagre pela do calango.

Qualquer pessoa com conhecimento técnico ouve o que Marina diz com o espanto de quem olha um energúmeno.

E qualquer empresa de petróleo do mundo ouve o que Marina diz  com o salivar de quem tem grandes apetites.

Ela só agrada aos bobos e aos muito espertos.

Marina Silva  seria  a P-36 do petróleo brasileiro.

Fernando Brito
No Tijolaço


Bláblárina: "Chico Mendes era elite"

O programa econômico de Marina é o do PSDB piorado



Por Carlos Alberto Carlão de Oliveira 


"Transcrevo o trecho do programa, que são os eixos diretrizes para as decisões referentes aos pontos abordados:



- "independência do Banco Central" (ora, os assessores econômicos de Marina são os donos do Itaú e seu consultor André Lara Rezende, o mentor do confisco da poupança de Collor);
- "redução de gastos públicos para elevar o superávit primário" (isto é, diminuir investimentos em programas sociais e até de investimentos públicos em obras de infraestrutura, à semelhança do que fez FHC em 8 anos sem implantar uma universidade, sem construir um estaleiro, sem fazer uma usina hidrelétrica, sem duplicar uma rodovia federal e sem construir um palmo de ferrovia);

- "trabalhar com metas de inflação sem o controle de preços" (então, o controle será através do desemprego, do arrocho e do aumento de preços, tal como fez o governo tucano de FHC - está na bíblia do neoliberalismo!);
- "acabar com a maquiagem das contas" e "corrigir os preços administrativos" (quer dizer, aumentar os preços da gasolina, da energia e outros serviços públicos);
- "aumentar a competição internacional em todos os setores" (trocando em miúdos, que vá às favas a indústria nacional) etc.
Acesse o link do programa da candidata e confira à p. 45, Eixo 2 - Economia, onde se lê:
"Recuperar o tripé macroeconômico básico, que implica:
1) trabalhar com metas de inflação críveis e
respeitadas, sem recorrer a controle de preços
[...].
2) gerar o superávit fiscal necessário para assegurar
o controle da inflação [...].
3) manter a taxa de câmbio livre, sem intervenção
do Banco Central [...].
• Assegurar a independência do Banco Central o
mais rapidamente possível [...].
O modelo será mais detalhado após as eleições,
[...].
• Acabar com a maquiagem das contas, a fim de
que elas reflitam a realidade das finanças do setor
público.
• Reduzir [...] o déficit primário ou o endividamento líquido
do setor público.
• Corrigir os preços administrados [...].
• Reduzir o nível de indexação da economia.
• Criar o Conselho de Responsabilidade Fiscal
(CRF), independente e sem vinculação a nenhuma
instância de governo, que possa verificar a
cada momento o cumprimento das metas fiscais [...]
• Aumentar a competição internacional em todos
os setores [...]."
AMÉM. Viva o ultradireitismo camuflado da Marionete!
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Também do Blog O TERROR DO NORDESTE.

Desmascarar Marina e pôr em movimento a força do povo


A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (29) confirma a ocorrência de brusca movimentação no quadro pré-eleitoral, com o empate nos índices de intenção de votos entre a presidenta da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e Marina Silva, ambas com 34%. 

As projeções de segundo turno indicam vantagem para a candidata do PSB, com 50% das preferências, contra 40 da presidenta. Os resultados do Datafolha confirmam a tendência revelada por outras sondagens de opinião pública, divulgadas no meio da semana. 
Não há por que extrair desses levantamentos conclusões precipitadas, nem tomar os números das pesquisas como a antecipação do resultado e o vaticínio da derrota. Menos ainda aceitar a provocação das forças neoliberais e conservadoras, com o ativo e militante apoio da mídia privada monopolista, quando afirmam que o pânico e o terror tomam conta do comando da campanha de Dilma e o espectro da derrota ronda a direção petista e o Palácio do Planalto. 
Temos pela frente cinco semanas de campanha, que serão marcadas por duros enfrentamentos políticos e acalorados debates, decisivos para que a maioria do eleitorado brasileiro forme convicções e adquira plena capacidade de decidir o rumo que pretende tomar. 
Os dados revelados pelas recentes pesquisas são surpreendentes porque indicam a alteração de um quadro de liderança da presidenta Dilma que parecia consolidado. Mas nunca passou pela cabeça de ninguém que teríamos eleições fáceis ou a vitória estava dada. É de fato a primeira vez, desde que as forças progressistas chegaram ao governo central, nas eleições de 2002, que surge um questionamento tão claro e direto sobre o favoritismo dessas forças na contenda eleitoral. Mas as vitórias precedentes, em 2002, 2006 e 2010, também não foram fáceis. Em todas elas, a eleição presidencial foi decidida no segundo turno e foram grandes as exigências e desafios impostos à coalizão democrático-popular.
As pesquisas desta semana mostram que a candidatura de Marina Silva capitaliza um sentimento difuso em prol de mudanças em camadas da população que ainda não perceberam que a força propulsora dessas mudanças são precisamente o governo progressista liderado pela presidenta Dilma e a sua candidatura à reeleição. As mudanças vêm sendo gradualmente feitas ao longo de 12 anos, em meio a dificuldades, a crises internacionais, e enfrentando internamente uma correlação de forças em que os setores reacionários detêm imenso poder.
A presidenta Dilma e os partidos que a apoiam serão sem dúvidas mais explícitos, didáticos e contundentes no mister de convencer o povo da novidade contida nas mudanças já empreendidas e nas perspectivas que se abrem com mais um mandato. Este segundo aspecto tem a ver com nitidez programática, arraigadas convicções e audácia para enfrentar as contradições sociais e políticas realmente existentes na sociedade. 
É imperioso, como tarefa de primeiro plano, desmascarar Marina Silva, a candidata das forças interessadas antes de tudo na interrupção e reversão do ciclo político aberto com a primeira vitória de Lula em 2002. A esta altura dos acontecimentos, são acelerados e intensos os entendimentos nos bastidores para promover a união das forças conservadoras em torno de Marina Silva, numa gigantesca operação para fazer do seu eventual governo o retorno dos tucanos e seus aliados ao poder.
Sem mais delongas, é necessário pôr em evidência os compromissos de Marina Silva com o capital financeiro, com os interesses antinacionais, seu desdém à democracia embutido no messianismo e na retórica do “apoliticismo” ou da “nova política”. Mais do que nunca, é necessário denunciar a candidata como a personificação da luta anti-Dilma, do antipetismo e da luta contra a esquerda. Aquela que vai, em nome de realizar mudanças, reverter as imensas conquistas sociais a duras penas alcançadas nos últimos 12 anos.
Com seu messianismo e personalismo exacerbado, Marina Silva pode representar mais uma caricata aventura, como foram em momentos distintos Jânio Quadros e Collor de Mello. Um eventual governo por ela liderado seria o prelúdio de crises e retrocessos na vida democrática, com nefastas consequências para a luta transformadora e emancipadora dos trabalhadores e do povo brasileiro.
O governo das forças progressistas sob a liderança da presidenta Dilma e sua candidatura à reeleição representam imensa força política e social, correspondem a anseios profundos do povo brasileiro e já demonstraram ser a garantia de que continuará acumulando vitórias na construção de uma grande e poderosa nação próspera, progressista, democrática, soberana e solidária com os povos, em benefício da cooperação internacional e da paz.

São milhões e milhões de eleitores e ativistas, cuja força potencial precisa ser despertada, motivada e mobilizada num momento tão decisivo da vida nacional. Desencadear a força, a energia e a mobilização do povo, infundir-lhe vontade e elevar-lhe a consciência é o dever maior dos que conduzem e protagonizam a luta por mais mudanças e mais conquistas.Portal Vermelho