segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bláblá esconde quem a contrata !


Bláblá não explica de onde vai tirar R$ 140 bi


Em debate do SBT, nesta segunda-feira (1), questionada sobre quem a contrata para palestras, a candidata do PSB, Marina Silva, recusou-se a dar os nomes das empresas. Ela alegou ter contrato de confindencialidade.

“Não vejo problema em revelar quem me contratou, mas isso depende das empresas que me contrataram”, disse.

Não deixe de ler: Palocci também não identificou.

Já Aécio Neves, do PSDB, se esquivou quando perguntado sobre corrupção, a compra da reeleição na gestão Fernando Henrique Cardoso e do cartel do metrô paulista, o trensalão.
O Conversa Afiada reproduz frases de Dilma Rousseff, no debate, que você acompanha ao vivo aqui:


“Não tivemos o engavetador geral da República”

“A corrupção jamais foi varrida para baixo do tapete no meu governo.”

“Comigo e Lula, fortalecemos da Polícia Federal. Foram 162 operações.”

“Nós aprovamos a lei do Acesso à Informação, Portal da Transparência, Ficha Limpa.”


“É preciso reconhecer erros e limitações. Propor a autonomia do banco central só levará à dificuldade.”

“A queda na atividade econômica é momentânea. Não estamos em recessão.”

“Nós não estamos em recessão. O mercado consumidor aumenta por conta de emprego e de melhores salários”

“Enfrentamos a crise sem desemprego e sem arrochar salários”

“O Brasil está entre os 5 países que mais recebem investimento internacional”

“Agora, o mundo está em crise. A crise não acabou. A nossa diferença é q não enfrentamos a crise arrochando salário ou desempregando”

“A inflação está próxima de zero e o crédito está sendo ampliado.”

“Considero que quando se assumo um cargo público, a transparência é uma necessidade.”

“Transparência é uma necessidade”

“Nunca deixei de fazer algo que não fosse a favor do Brasil, , dos brasileiros, da geração de empregos.”

“No meu governo foi o que manteve as menores taxas de juros”
“Temos de mudar toda a estratégia penitenciária. Temos de criar linhas de educação para recuperar presos.”

“Política agressiva no que se refere à recuperação de presos é essencial.”


“Marina falou, falou, mas não disse de onde vai tirar dinheiro pra colocar tanta promessa em prática.”

“É incrível que a candidata Marina abandone um dinheiro já garantido para a educação como é o do pré-sal.”

“O governo federal colocou à disposição dos estados verba para construção de penitenciárias.”

“Meu governo investiu o dobro do governo tucano em segurança.”

“Segurança pública fragmentada só interessa ao crime organizado.”

“Também acho uma barbárie o sistema penitenciário, por isso disponibilizamos 1 milhão de reais para os estados” 

Do Blog Conversa Afiada.

A IRRESPONSABILIDADE DO PROGRAMA DE GOVERNO MARINA SILVA



Palavras de Reinaldo Del Dotore:

É inacreditável a irresponsabilidade que transborda do programa de governo da candidata Marina Silva. Marina e equipe parece que estão querendo brincar de Lego com o Brasil.
Irresponsabilidade energética, para começar.
O programa de Marina simplesmente suspende o pré-sal, e decide deixar enterrados trilhões de dólares que seriam revertidos especialmente à Educação.
Marina, que é historicamente contra a construção de hidrelétricas, também afirma que vai ser paralisado o programa nuclear. Os brasileiros mais previdentes deveriam começar a comprar velas.
E o pior: essa irresponsabilidade, que causaria em pouco tempo um caos no sistema energético brasileiro, teria reflexos imediatos na indústria, na economia. Sem energia não há progresso da economia, e, movidos a meia dúzia de cataventos, entraríamos em recessão imediatamente.
Irresponsabilidade econômica, ao anunciar a "independência" do Banco Central. Traduzindo para o não-economês, isso significa escancarar o nosso mercado financeiro para os bancos privados, muitos deles estrangeiros. Mais do que isso, o programa de Marina indica praticamente a paralisação da indução econômica promovida pelo BNDES, que passaria apenas a financiar os grandes grupos econômicos, especialmente do setor financeiro.
Irresponsabilidade social. Após levar um "pito" do grande estadista Pastor Malafaia, via twitter (!), mudou correndo o programa de governo e suprimiu o apoio aos grupos LGBT. O pastor mandou, Marina obedeceu.
É inacreditável que alguém com um mínimo de discernimento cogite votar nessa moça.
Esse ódio ao PT (ódio atávico, freudiano, insano, acrítico, irracional, doente) é tão grande que milhões de eleitores brasileiros (igualmente irresponsáveis) admitem empurrar o país para um buraco do qual dificilmente conseguirá sair, só para "tirar o PT".
Como eu disse mais cedo, não acredito que Marina vá ganhar a eleição. Mas, se ganhar, estejamos preparados. A coisa vai ser muito feia, muito triste. Um belíssimo país, que começa a despontar como liderança política e econômica diante do mundo, vai para o abismo.

Do facebook, por sugestão da Amiga Ana Virgílio.

Freio no pré-sal sugerido por Marina seria catastrófico para o Extremo Sul

Caso não tenha mudado de novo seu programa lançado na sexta-feira _no sábado recuou em passagens sobre direitos LGBT_, a candidata Marina Silva (PSB) propõe mesmo frear com pé de chumbo a política nacional de investimento no pré-sal.

O programa praticamente ignora essa mina de ouro. Talvez temerosos de declarar com todas as letras a proposta de liquidar a orientação governamental em vigor, os correligionários de Marina escreveram assim, ao apresentar a plataforma: “3) realinhamento da política energética para focar nas fontes renováveis e sustentáveis, tanto no setor elétrico como na política de combustíveis, com especial ênfase nas fontes renováveis modernas (solar, eólica, de biomassa, geotermal, das marés, dos biocombustíveis de segunda geração); 4) redução do consumo de combustíveis fósseis''.

Nas “Diretrizes de nossa política nacional de energia'', enumerando os eixos de ação, não aparecem as palavras “petróleo'' e “pré-sal''. Apenas uma referência indireta, mas nem tanto: “Reduzir o consumo absoluto de combustíveis fósseis''.

Deixo para quem sabe mais as observações sobre a impossibilidade, ao menos durante décadas, de o Brasil dispensar a energia poluente do petróleo; a evidência de que, se a Petrobras não explorar a camada do pré-sal, outros o farão, sobretudo empresas privadas chinesas, norte-americanas e europeias; os recursos a serem arrecadados com o pré-sal seriam destinados a educação e saúde, portanto a questão não se resume a energia e combustíveis; abrir mão do pré-sal equivale ao sujeito tirar a sorte grande na loteria, mas jogar no lixo o bilhete premiado; sem o pré-sal, Estados como o Rio de Janeiro sofrerão danos devastadores.

Trato de um aspecto mais pontual: se Marina Silva vencer a eleição e aplicar sua proposta de secundarizar a exploração do pré-sal, o Extremo Sul do Brasil regredirá décadas, com aumento do desemprego, depressão econômica e expansão da pobreza.

Refiro-me à região gaúcha do Polo Naval de Rio Grande e São José do Norte. Especialmente, à cidade mais populosa daquelas bandas, Pelotas. O polo criado no governo Lula (a paternidade, no caso, é o de menos) recuperou o território que de uns tempos para cá passou a ser chamado de “Metade Sul'' do Estado do Érico Verissimo,do Lupicínio Rodrigues e do Vitor Ramil.

No século 19, Pelotas talvez tenha sido a cidade mais rica da região Sul do país. A exploração do charque em larga escala gerou fábulas de dinheiro. A economia se baseava em relações escravagistas, com multidões de africanos aprisionados desembarcando dos navios no litoral de Rio Grande. Em mil oitocentos e pouco, para cada branco de Pelotas havia um africano. Até hoje Pelotas e Rio Grande são famosas pelo melhor Carnaval do Estado, reflexo da ampla população e cultura negras nos dois municípios. A fortuna dos barões de Pelotas esteve na origem da fama gay local: os pais abonados enviavam os herdeiros para estudar na França e em Portugal, os rapazes voltavam educados e viraram alvo de comentários dos homens rudes e preconceituosos do seu tempo.

Isso, a farra da dinheirama, acabou no século 20. A economia desse Extremo Sul permaneceu agrária, com os velhos senhores feudais e novos burgueses do campo mantendo uma concentração obscena da, agora menor, riqueza. Enquanto a Serra gaúcha se industrializou e prosperou, Pelotas (que já foi a segunda cidade com mais habitantes no Estado, depois de Porto Alegre) e Rio Grande empobreceram.

Com uma excelente escola técnica federal, uma universidade federal respeitável e outra católica também, nos anos 1970 e 1980 Pelotas passou a formar mão-de-obra qualificada para “exportar'': não havia bons empregos por lá.

Os índices sociais despencaram a níveis de regiões paupérrimas do Nordeste, e a decadência da economia fez estragos em todos os segmentos da vida cotidiana.

A despeito da desigualdade social atávica que persiste, o cenário melhorou com o Polo Naval de Rio Grande. Dezenas de milhares de vagas, boa parte para peões qualificados, foram abertas nos estaleiros e em função deles. Plataformas de petróleo já saíram prontinhas dali, e há expectativa de que para o pré-sal sejam feitas muitas outras. Em Pelotas não há estaleiro, mas muitos trabalhadores moram lá (a uma hora de ônibus), para fugir dos preços exorbitantes dos imóveis em Rio Grande.

O polo tem muitos problemas, e um deles é a ressaca provocada a cada término de plataforma. Os contratos dos trabalhadores são encerrados, até os empregados retomarem seus postos com novas encomendas. O dinheiro que a economia movimenta resultou em aumentos de preços que castigam os mais pobres. Mas é em função do polo que há não somente mais empregos, como ocupações mais bem remuneradas.

Escolas na região passaram a formar técnicos para o polo, empresas foram abertas e se desenvolveram para fornecer de alimentação a equipamentos.

O Polo Naval foi decisivo para a retomada do desenvolvimento regional da Metade Sul. Uma política que leve ao seu fim seria socialmente catastrófica. Com menos investimento no pré-sal e baque na produção de petróleo, os estaleiros fechariam ou reduziriam seus portes.

Os candidatos a governador e senador no Rio Grande do Sul, alguns manjados balaqueiros (marrentos ou contadores de vantagem, em linguagem gaudéria), terão de se pronunciar sobre as propostas dos candidatos a presidente em relação a petróleo, Polo Naval de Rio Grande e pré-sal.

Quem calar consentirá.

Quadrilha do jatinho e PSB zombam do país com “contrato papel de pão”


1 de setembro de 2014 | 07:56 Autor: Fernando Brito
papeldepao
A Folha revela hoje o que é, aos olhos até de um adolescente, uma fraude.
O “contrato” de compra do Cessna que servia à campanha de Eduardo Campos e Marina Silva é, obviamente, uma falsificação primária.
Um contrato de mais de R$ 20 milhões se resume a uma “carta de intenção” apócrita, porque traz uma assinatura de “alguém” (ou de ninguém) que sequer se identifica.
Não é preciso mais que os dois fragmentos exibidos pelo jornal para que se veja que é uma montagem, onde uma pessoa física (“me proponho”, sic) não identificada manifesta a “intenção de compra” do avião.
Bastou isso para “levar” um aparelho de US$ 8,5 milhões de dólares e passar a empregá-lo nos deslocamentos de Eduardo Campos e Marina Silva pelo país.
Detalhe sórdido da falsificação: a “validade” da ” intenção de compra” é o mesmo dia em que se a assina.
Portanto, não haveria “intenção de compra”, mas compra.
Os advogados ouvidos pela Folha classificam o documento de “papel de pão”, algo sem validade jurídica.
Não seria preciso ouvir advogados, basta imaginar se você entregaria uma automóvel apenas com um papel assim.
Não é um “papel de pão”, porém, é um documento forjado.
Ou forjado depois do acidente, na esperança de dar “cobertura” a um negócio escuso ou, forjado na ocasião, para dar formalidade a uma transação onde o nome do verdadeiro comprador não poderia aparecer.
Estamos diante de uma quadrilha, que não apenas age para violar as leis – eleitorais, comerciais e fiscais – como se associa para encobrir aos olhos da Justiça este crime.
A Folha, certamente, está “guardando” para novas matérias os detalhes desta carta “de más intenções” que revela hoje.
Já não é o caso de pedir, como determina o Procurador Geral da República, os documentos desta transação.
É o de apreendê-los, porque se tratam, evidentemente, de provas de crimes.
O de obter e incorporar a uma campanha política um bem de mais de 20 milhões, de uma empresa que, em recuperação judicial, agiu em fraude aos seus credores.
E o de quem, simulando esta compra e sustentando diante da opinião pública desculpas e justificativas pueris, está fraudando a formação de consciência de todo um país.
Se não o fizerem, estarão deixando 203 milhões de brasileiros serem vítimas de um estelionato sem comparação em um país democrático.
O PSB tem 24 horas, prazo de sua segunda prestação de contas parcial, para declarar e comprovar a origem do avião.
E para decidir se vai se associar – a si como partido e à sua candidata – a crimes que vão além do Código Eleitoral.
Que são, inapelavelmente, do Código Penal.

Do Blog TIJOLAÇO.

Dilma questiona, e Marina recua sobre barrar pré-sal. Sinceramente tenha dó.

Gilson Caroni Filho: "Nova política" oferece aos jovens o pão que o diabo amassou em forma de arrocho e desemprego.




Do Viomundo - publicado em 31 de agosto de 2014 às 18:34
daniel de oliveira
Marina Silva e o pastor Silas Malafaia. E quando a Chevron tuitar? [Ilustração de Daniel de Oliveira, via José Antonio Orlando, no Facebook]
Jovens, vocês querem mesmo Marina?
por Gilson Caroni Filho, especial para o Viomundo
 A simples leitura do programa de governo de Marina da Silva que, como todos sabem, foi escolhida pela “providência divina” e os acontecimentos recentes envolvendo as alterações no seu programa partidário permitem levar ao eleitorado jovem pontos fundamentais que revelam a natureza extremamente conservadora. Comecemos pelas questões macroeconômicas:

1) Marina pretende dar autonomia ao Banco Central, o BC. O que significa isso? Entregar o banco ao mercado financeiro. Não por acaso conta com o apoio de banqueiros em sua campanha.

2) No documento, consta que políticas fiscais e monetárias serão instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Como podemos ler este ponto? Arrocho salarial e aumento nas taxas de desemprego.

3) O programa ainda menciona a diminuição de normas para o setor produtivo. Os mais açodados podem pensar em menos carga tributária e burocracia para as empresas. Não, trata-se de reduzir encargos trabalhistas com a supressão de direitos que facilitem as demissões. Há muito que a burguesia patrimonialista pede o fim da multa rescisória de 40% a ser paga a todo trabalhador demitido sem justa causa. O capital agradece.

4) Redução das prioridades de investimento da Petrobrás no pré-sal. O que significa? Abrir mão de uma decisão estratégica de obter investimentos para aplicar na Saúde e na Educação. Isso, meus amigos mais jovens, é música para hospitais privados, planos de saúde e conglomerados estrangeiros que atuam na educação. O que o grupo Galileo fez com a Gama Filho e Univercidade , aqui no Rio, é fichinha perto do que está por vir. Era com uma coisa desse tipo que vocês sonhavam quando foram às ruas em junho do ano passado?

5) Em vez do fortalecimento do Mercosul, o programa da candidata, que ” quer fazer a nova política,” prega o fortalecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos e União Europeia.Vamos retroceder vinte anos e assistir a um aumento da desnacionalização da economia latino-americana. É isso que vocês querem?

6) Meus caros amigos, não sei se foi a providência divina quem derrubou o avião em que viajava Eduardo Campos. Mas o que a vice dele, uma candidata que está à direita de Aécio Neves, lhes oferece é o pão que o diabo amassou. Gosto da vida, gosto da juventude, mas, agora, cabe a vocês escolher o que desejam enfiar goela adentro. Não há mais ninguém inocente.
No campo dos costumes, cabem outras indagações. O Partido Socialista Brasileiro, que sempre teve uma agenda progressista, foi criado em 1947.

Ao ceder a pressões para lançar a candidatura de Marina da Silva, acabou. No lugar dele, surgiu um PSB capturado pelo “Rede” da candidata do Criador.

Pois bem, bastaram quatro tuitadas do Pastor Malafaia para o partido retirar de seu programa de governo o casamento civil igualitário. Se em quatro mensagens por twitter houve um retrocesso desse porte, imaginem em quatro anos de um eventual governo do consórcio Itaú-Assembléia de Deus. 

Descriminalização do aborto? Esqueçam. Descriminalização dos usuários de drogas? Nem pensar. No mínimo, procedimentos manicomiais para os dependentes. Pensem nos direitos conquistados pelas mulheres nos últimos anos sendo submetidos ao crivo de dogmas medievais. Nos homossexuais como anomalias apenas “toleradas”, jamais como sujeitos de direitos.

Sim, pois vislumbramos uma religião se transformando em política de Estado.

 É isso que vocês querem para o país? É isso que vocês querem para suas vidas e a dos filhos que vierem a ter? Em caso afirmativo, chamem Torquemada e me avisem: não quero ver ninguém ardendo em fogueiras. Tudo é força, mas só Malafaia é poder. Não acredito que vocês desejem isso. 

Melhor, não quero acreditar.

O pacote reacionário de Marina



Nada é mais antigo e reacionário nessa campanha eleitoral do que as propostas de Marina Silva, do PSB, para “uma nova política”. São seis pontos apresentados no primeiro capítulo do programa de governo divulgado sexta-feira. Cinco deles formam um conjunto de retrocessos democráticos e casuísmos. A agenda da direita está toda lá, do voto distrital ao financiamento privado de campanhas. O sexto ponto, em contradição, copia propostas do PT.

Marina “inova” a agenda da direita com a proposta de só realizar eleições a cada cinco anos, para todos os cargos de uma vez. Nem a ditadura militar calou a voz das urnas por períodos tão longos.  É uma ideia típica de quem tem um conceito “gerencial” do Estado e do processo democrático. É como dizer: “Não perturbem o país com eleições de dois em dois anos; isso atrapalha o governo dos bons e dos eficientes”.

As propostas reacionárias da “nova politica” vêm embrulhadas num texto de chavões “modernos”: “Estado e Democracia de Alta Intensidade”. Democracia não combina com adjetivos. Houve um tempo em que o Brasil era uma “democracia relativa”, e não passava de uma ditadura. Democracia é algo substantivo; ou se pratica ou não se pratica. No Brasil, custou vidas, lágrimas e luta. Não é pra brincar.

Assim como o título, o texto é vazado em embromation castiço. Aqui vão as seis propostas da candidata, traduzidas para o mundo real:

Proposta 1: “Unificação do calendário geral das eleições, o fim da reeleição e a adoção dos mandatos de 5 anos”.

Tradução: Fazer menos eleições (e não perturbar o governo dos bons)

Durante 5 anos o eleitorado simplesmente não se pronuncia sobre nada. E de uma só vez troca o executivo em todos os níveis (pois não há reeleição), ao mesmo tempo em que elege vereador, deputado estadual, deputado federal e senador.  Nem na ditadura o Brasil passou cinco anos seguidos sem ter eleições em algum nível; sem ouvir a voz das urnas.

A fórmula Marina implica necessariamente em alguma prorrogação de mandatos (dos atuais prefeitos e vereadores, ou dos parlamentares governadores e presidente eleitos este ano). Só a ditadura fez isso, ao prorrogar por dois anos os mandatos de prefeitos e vereadores, quando adiou as eleições municipais de 1980.

O fim da reeleição é hoje uma bandeira do PSDB, que a implantou corrompendo o Congresso em 1997. O argumento para extingui-la é que o governante cuidaria apenas da administração, sem desvirtuá-la com o propósito de buscar a reeleição. E o que o impediria de “desvirtuá-la” para eleger o sucessor?  Marketagem reversa de tucano. Demagogia de sonhático.

Proposta 2: “Fortalecimento dos mecanismos de transparência nas doações para campanhas eleitorais”.

Tradução: Financiamento privado de campanhas (inclusive por empresas)

O documento original da campanha (as “Diretrizes” do PSB) dizia que tais mecanismos seriam necessários para “baratear as campanhas”. A expressão grosseira saiu do texto, mas o caráter da proposta não mudou: Marina é contra o financiamento público de campanhas, uma proposta do PT, e a favor das doações de empresas.

O financiamento público de campanha é a proposta mais radical e eficaz para reduzir a influência do poder econômico no processo eleitoral. Marina rejeita doações da indústria bélica e de bebidas, mas não vê problema em ser financiada por um grande banco e por uma indústria de cosméticos com interesses diretos na administração federal.

Em abril deste ano, seis ministros do STF (a maioria) votaram favoravelmente à proibição de doações de empresas. Mesmo com o placar definido, o julgamento foi suspenso por um pedido de vistas de Gilmar Mendes, ministro indicado pelo PSDB, partido que é contra a proibição e contra o financiamento público. O vice de Marina, Beto Albuquerque, também se manifestou em abril contra a proibição.

Ao longo da última década, o TSE vem apertando os mecanismos de controle das campanhas, com as prestações de contas antecipadas e registro on-line de doações. São esses mecanismos que ameaçam o registro da candidatura do PSB, por não ter declarado à Justiça Eleitoral o uso (Por empréstimo? Doação irregular? Aluguel no fiado?) do avião que caiu em Santos. Antes de propor “mais transparência” seria melhor esclarecer esse caso.

Proposta 3: “Novos critérios na ordem dos eleitos para cargos proporcionais, buscando aproximação da “Verdade Eleitoral”, conceito segundo o qual os candidatos mais votados são os eleitos”.

TraduçãoAdotar o Voto Distrital Puro (e despolitizar o Legislativo)

“Verdade Eleitoral” é o nome falso para voto distrital puro, que o programa de Marina não tem coragem de mencionar.

O voto distrital é o único sistema que permite a eleição do candidato mais votado, sem levar em conta a votação de seu partido ou coligação. É o modelo do “ganhador leva tudo”, típico da cultura política dos EUA e matriz de seu Congresso paroquial e reacionário, com representantes altamente vulneráveis ao poder econômico.

É uma proposta francamente despolitizadora, defendida no Brasil pelo PSDB e pela direita.  Um retrocesso que rebaixa a disputa politica geral ao nível das questões locais.

O programa da candidata sequer  apresenta o argumento (legítimo) dos que defendem o voto distrital:  este modelo  supostamente aproxima representantes de representados, o que não ocorreria com o voto proporcional, adotado no Brasil..

Proposta 4: “Inscrição de candidaturas avulsas aos cargos proporcionais, mediante requisitos a definir”.

Tradução: Enfraquecer os partidos (e fortalecer candidatos antipolíticos).

Na versão original do programa, as “Diretrizes” do PSB, não estava limitada às eleições proporcionais. Houve um recuo aí. O argumento a favor da candidatura avulsa é “quebrar o monopólio dos partidos na representação política”.

Idealmente, permite a eleição  de candidatos apoiados por movimentos e setores sociais. Na prática, favorece candidatos com alta exposição pública, grande poder econômico, ou  representantes de “causas”, que hoje se elegem dentro da estrutura partidária. A diferença é que seus votos não contribuiriam mais para a formação do quociente eleitoral dos partidos, não somariam para eleger candidatos menos votados. 

A candidatura avulsa existe na maioria dos países, normalmente limitada ao Legislativo. Não é uma ideia antidemocrática em si, mas é uma resposta enganosa e despolitizada à questão da representatividade do Legislativo.

Proposta 5: “Redefinir o tempo de propaganda eleitoral com base em novos critérios, visando a melhorar a representatividade da sociedade brasileira nos parlamentos”.

Tradução: Tratar igualmente os desiguais (e valorizar o mercado de TV).
O critério hoje é: parte do tempo de propaganda eleitoral é distribuída igualmente entre os partidos com funcionamento na Câmara. Ao tempo mínimo de cada um acrescenta-se um tempo proporcional ao tamanho das bancadas e coligações.

Pode-se rediscutir a proporção entre o tempo mínimo e o tempo  proporcional ao tamanho das bancadas, mas não há critério mais democrático do que o vigente.

Mudar o critério só pode levar a dois caminhos:

1)    Distribuir todo o tempo de acordo com o tamanho das bancadas.

2)    Distribuir o tempo em fatias iguais, desde o PPL até o PMDB.

Ambos são menos democráticos que o critério atual, e nenhum deles nos levaria a “melhorar a representatividade da sociedade brasileira nos parlamentos”.

É  lícito supor que Marina se incline pelo segundo caminho.  Nesse caso, estaria igualando os desiguais, desrespeitando a representatividade conquistada por cada partido nas urnas.  O PT, que é o alvo implícito da proposta, já foi um partido pequeno, com pouco tempo de TV, da mesma forma que DEM e PSDB foram grandes um dia. Quem definiu o tamanho das bancadas atuais foi o eleitor.

Na prática, a proposta beneficiaria as pequenas legendas, tanto as ideológicas quanto as legendas de aluguel, que teriam seu capital muito valorizado.

Em Português dos tempos da luta contra a ditadura:  é um casuísmo.

Proposta 6: “Permitir a convocação de plebiscitos e referendos pelo povo e facilitar a iniciativa popular de leis, mediante a redução de assinaturas necessárias e da possibilidade de registro das assinaturas eletrônicas.”

Tradução: Enfeitar o pacote conservador (com propostas copiadas do PT)

Plebiscitos e referendos são instrumentos históricos da democracia, previstos na Constituição, porém raramente praticados no Brasil. Hoje, quem tem poder convocá-los é o Congresso. A ideia de convocá-los por iniciativa popular consta do programa do PT desde os tempos em que Marina era filiada ao partido. O PT também propõe incentivar a proposição de leis por iniciativa popular.

Na campanha de 2010, Marina Silva recorreu ao plebiscito para se livrar de questões embaraçosas, como a descriminalização do aborto. Cuidado: plebiscito não é Doril, que se toma pra qualquer dor-de-cabeça. É para decidir sobre grandes questões nacionais, e não para lavar as mãos do governante que não tem coragem de assumir suas posições.

Ricardo Amaral
No GGN

Por que a direita teme que Marina seja um novo Jânio



A direita teme Marina.

Entre os candidatos fortes, os conservadores ficam, é claro, com Aécio.

Mas entre Marina e Dilma a opção tende a ser por Dilma. Por uma razão básica: eles conhecem Dilma. Sabem o que ela pode fazer e o que não pode fazer. Ela é previsível.

Marina, não.

A direita teme o que ela possa fazer uma vez no Planalto.

E se ela, por exemplo, decide cortar drasticamente as verbas publicitárias do governo federal?

Isso significaria um alto risco para os 600 milhões de reais que, todos os anos, a Globo recebe em verbas publicitárias governamentais.

Num momento em que a internet assola as grandes companhias de mídia, fechar a milionária torneira publicitária de Brasília — ou mesmo reduzir o jorro — seria uma pancada fortíssima. Talvez letal.

Dilma não fará isso. Marina pode fazer. Quer dizer, pelo menos na fantasia paranóica conservadora.

Não à toa, nos últimos dias, a mídia começou a publicar seu medo de Marina.

“Marina presidente é prenúncio de uma crise depois da outra”, disse o Estadão num editorial.

O Globo comparou-a a Jânio Quadros. Jânio, um campeão de votos como Marina, era ele, ele e mais ele. Não se submetia à disciplina de partido nenhum.

A direita, reunida na UDN, que jamais ganhara uma eleição presidencial, achou que o tinha conquistado na sucessão de JK. Apoiou-o e venceu com ele.

Pouco depois, Jânio já estava condecorando Guevara e se indispondo com os cardeais da direita, a começar pelo mais poderoso deles, Carlos Lacerda.

Num episódio de extrema simbologia, Lacerda, então governador do Rio, foi a Brasília para se encontrar com Jânio.

Uma das questões que Lacerda queria discutir era a situação financeira de seu jornal, Tribuna da Imprensa, dirigido pelo filho Sérgio. O jornal estava à beira da quebra, e Lacerda queria uma ajuda do governo.

Lacerda imaginava ficar hospedado no Palácio da Alvorada, com a devida deferência. Deixou lá sua mala, ao chegar a Brasília, e saiu para um compromisso.

Ao voltar, o mordomo do Alvorada o esperava na guarita, com a mala na mão. Foi uma bofetada moral em Lacerda, que jamais perdoaria Jânio.

Este era Jânio, inadministrável.

Os conservadores temem que a história se repita com Marina.

Ao contrário do que muitos possam imaginar, num segundo turno entra Dilma e Marina, a direita torcerá muito provavelmente por Dilma.

É uma boa notícia para Dilma — com a ressalva de que a direita tem dinheiro, mas não tem voto.

Paulo Nogueira
No DCM

De bagre a tubarão: a nova Marina

Nesta fase, a candidata do PSB tenta nos convencer de que desapareceram interesses em conflito
Marina Silva construiu sua carreira associada a um discurso ambientalista, de luta contra transgênicos, crítica ao desmatamento, defesa dos pobres e intransigência de "princípios" --embora nunca se soubesse direito quais eram exatamente estes. A seu favor, contou ainda com uma história de vida repleta de sofrimento e superações. Se esta trajetória deixou sequelas em sua saúde, ao mesmo tempo esculpiu uma imagem bem ao gosto de marqueteiros.

Esse capital, que sempre impulsionou a candidata e angariou a simpatia de milhões, agora está sendo jogado no lixo. A nova política, como os fatos têm demonstrado, é o rótulo que batiza não uma mudança de valores, mas a transformação da própria Marina. Um caso pensado de autodesconstrução.

As propostas da personagem repaginada são, no mínimo, desalentadoras. No campo da economia, repete sem nenhuma originalidade o estribilho do tripé estabilidade cambial, controle da inflação e equilíbrio fiscal. Acrescentou a independência do Banco Central, uma cantilena que soa como música entre o pessoal da banca.

As restrições a doadores eleitorais "impuros" também são coisas do passado. Agora, vale tudo, desde que jorre dinheiro na campanha. O combate aos transgênicos encontra-se devidamente engavetado. Quando se trata de costumes, nem se fale. Deu origem até a um fato inédito: uma errata de última hora num programa pronto há meses.

Na esfera da política, uma embromação atrás da outra. "Democracia transversal", "adensamento do programa" e pérolas do gênero por enquanto só produziram uma coalizão capenga, um avião-fantasma e a busca frenética por aliados de qualquer natureza. Nada mais velho e conhecido.

Junto a isso, surge mais um embuste. Vamos governar com os "melhores". Que diabo é isso? Francis Fukuyama, historiador americano, teve seus 15 minutos de fama quando decretou o fim da história. O marco seria a queda do Muro de Berlim. Os acontecimentos de lá para cá trataram de desmenti-lo redondamente. Ou seja, a diferença entre classes sociais, a desigualdade na distribuição da riqueza e o abismo entre ricos e pobres estão aí, vivinhos da silva.

Nesta fase em que passou de bagre a tubarão, Marina tenta nos convencer de que desapareceram interesses em conflito. Chegou ao cúmulo de colocar no mesmo patamar Chico Mendes, o dono da Natura e o pessoal do Itaú, um dos líderes em demissões no setor financeiro. Só faltou incluir fazendeiros que armaram com êxito o assassinato do líder sindical.

Ocorre que o melhor para um banqueiro certamente não será o melhor para um endividado, assim como o certo para um evangélico pode ser errado para um católico ou ateu. A democracia autêntica, até onde se sabe, prevê um jogo político capaz de fazer valer a vontade da maioria --sem nunca impedir a expressão e os direitos das minorias. A visão messiânica, tão ao gosto de Marina, caminha no sentido contrário. Geralmente tem como epílogo a minoria dos "melhores" sufocando a maioria mais humilde.

Retomando algo já escrito outras vezes. O que o brasileiro quer saber é muito simples: o que os candidatos têm a oferecer para ampliar conquistas já obtidas. Haverá mais empregos ou uma onda de demissões? A aposentadoria vai mudar? O preço do pãozinho subirá? E o salário mínimo? Vem aí um tarifaço? A gasolina irá aumentar? Os juros cobrados pelos banqueiros continuarão nas alturas? As grandes fortunas serão taxadas? Quais medidas concretas serão tomadas para resolver questões como essas?

Como hoje é dia de debate presidencial, eis aí uma boa oportunidade para Marina e seus rivais esclarecerem o eleitor.

Dilma ao vivo no debate do SBT #Dilma13MaisEmprego


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Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

Jean Wyllys diz que Marina “brincou com a esperança de milhões de pessoas”

Diário do Centro do Mundo - Postado em 1 de setembro de 2014 às 8:09 am

A publicação do programa de governo de Marina Silva, e sua alteração no que tange à causa LGBT, motivou uma grande polêmica entre os ativistas gays. Após ser criticada por pastores como Silas Malafaia por incluir no documento trechos em que apoia pontos como o casamento gay, Marina Silva foi alvo das críticas do deputado federal e ativista gay Jean Wyllys, por retirar esses mesmos pontos de seu programa de governo.

Através dos seus perfis no Facebook e no Twitter, Wyllys atacou duramente a candidata, afirmando que ela “brincou com a esperança de milhões de pessoas”, e comparando o novo texto de seu programa com “os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX”.

“Em “nota de esclarecimento”, Marina Silva desmente seu próprio programa de governo e afirma que não apoia o casamento civil igualitário. Na nota, Marina Silva afirma que não apoia o casamento civil igualitário, mas uma lei segregacionista de “união civil”. Vocês já imaginaram um candidato presidencial dizendo que é contra o direito dos negros ao casamento civil, mas apoiaria uma “lei de união de negros”? A nova política da Marina é tão velha que lembra os argumentos dos racistas americanos de meados do século XX”, criticou Jean Wyllys.

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“Contudo, o pior é que ela brincou com as esperanças de milhões de pessoas! E isso é cruel, Marina!”, acrescentou Wyllys, que é candidato à reeleição pelo PSOL
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